A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) tem todo o material necessário para a realização das eleições gerais de 2017, com a chegada na madrugada de ontem (Sábado), a Luanda, do último kit logístico proveniente de Espanha

O kit de votação, com cerca de 690 toneladas, é composto por cadernos eleitorais, boletins de voto, material informático, tabletes, impressoras de talões, painéis solares, leitores de impressões digitais, cabines de voto, urnas, coletes, tendas, actas de operações e tinta indelével, material que será distribuído pelas 12 mil e 152 assembleias de voto espalhadas pelo país.

Em declarações à imprensa no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, o presidente da CNE, André da Silva Neto, disse que este é o último vôo, que encerra os carregamentos e “temos, assim, o material necessário para realizarmos as eleições sem problemas”. Confi rmou que com a chegada deste 15º vôo, fica concluído o contrato que a CNE mantinha com a empresa espanhola INDRA que produziu todo o material.

Referiu que, até ao momento, a sua instituição tem cumprido todos os prazos estabelecidos por Lei para as actividades acometidas à CNE, não havendo falhas relevantes a retratar. A distribuição para as províncias já começou e até ao dia 15, todas as assembleias de voto estarão em posse do mesmo, garantiu. De acordo com a CNE, o material sensível está a ser transportado por via aérea, terrestre e fl uvial, para as assembleias de voto em todo o país, por helicópteros da Polícia Nacional e da Força Aérea Nacional.

Observadores credenciados a partir de Segunda-feira

Observadores nacionais e estrangeiros às eleições gerais de 23 de Agosto começam por ser acreditados na Segunda-feira (dia 7) pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), anunciou a porta-voz do órgão, Júlia Ferreira. Júlia Ferreira, que falava nesta sexta-feira à Angop, indicou que a CNE recebeu pedidos das Embaixadas dos Estados Unidos, Noruega e África do Sul, que manifestaram o interesse em participar como observadores internacionais, no processo eleitoral angolano.

Além destas missões diplomáticas, entidades individuais internacionais solicitaram à CNE autorização para participar no pleito eleitoral como observadores. A CNE recebeu também propostas de duas associações nacionais, nomeadamente, o Fórum Nacional da Juventude e o Instituto Angolano de Sistemas Eleitorais e Democracia (IASED). A responsável acrescentou que a CNE ponderou esses pedidos, tendo atribuído 500 candidatos para cada uma dessas associações, de modo a não ultrapassar a quota de três mil observadores nacionais, fixada por esse órgão.

Sobre os observadores, Júlia Ferreira disse haver duas vertentes, a primeira relacionada com os convites endereçados pelos órgãos de soberania, como o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, e a Assembleia Nacional, e a segunda, com os partidos e coligações de partidos concorrentes às eleições gerais.

Em termos da lei, esclareceu, os órgãos de soberania e as formações políticas concorrentes têm a prerrogativa de endereçar convites personalizados a entidades, com quotas defi nidas pela CNE, à excepção do Presidente da República, que goza de quota indeterminada.

A porta-voz da CNE disse que os convites foram feitos e se aguarda apenas pelas respostas, com vista a saber se essas entidades estão interessadas em vir fazer a observação eleitoral. Informou que a CNE recebeu uma recusa da Fundação Carter (do antigo presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter), que, a princípio, manifestou a sua disponibilidade, após ter recebido as informações e formulado o convite, mas, no fim, alegou impedimento por “questões de logística”.

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