A OPEP cortou 1,2 milhões de barris para reequilibrar o mercado e impulsionar o preço do barril e Angola assume a sua parte num momento em que o preço sobe acima de USD 57.

O valor máximo da produção petrolífera diária de Angola está estabelecido em 1.673.000 barris de petróleo bruto a partir de 1 de Janeiro deste ano, informou a Sonangol. A medida dá cumprimento à decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), a que Angola pertence, de reduzir a sua produção global para proporcionar o reequilíbrio entre a oferta e a procura no mercado, indispensável à subida e estabilização do preço da matéria-prima.

A 30 de Novembro de 2016 a OPEP anunciou que executaria reduzir a sua produção de petróleo bruto para 32,5 milhões de barris por dia. ‘O corte de produção diária para Angola é de 78.000 barris em relação ao valor de referência considerado pela OPEP de 1.751.000 barris/dia’, adianta o comunicado da Sonangol. No comunicado divulgado esta Sexta-feira, a petrolífera estatal refere ainda que ‘instruiu formalmente os diferentes operadores em Angola sobre os limites de produção mensais por concessão, baseado no potencial de produção actual de cada uma delas e a programação de intervenções nas mesmas’.

A OPEP decidiu formalmente reduzir a produção conjunta dos seus 14 membros (a Indonésia suspendeu a sua participação na organização) em 1,2 milhões de barris por dia. Posteriormente convidou outros 40 produtores exteriores à organização, tendo acordado com 11 deles, incluindo a Rússia, o maior produtor mundial de petróleo, uma redução da produção em perto de 600 mil barris suplementares, pelo que irão ser retirados à oferta mundial cerca de 1,8 milhões de barris por dia. Em Novembro, Angola exportou 51.307.849 barris de petróleo, o que dá uma média de 1,7 milhões de barris diários.

De acordo com a OPEP, que cita as habituais fontes secundárias no seu relatório mensal sobre o sector, a produção angolana manteve-se, em Novembro passado, abaixo de 1,7 milhões de barris de crude por dia, embora no referido mês Angola tenha sido o país que mais recuperou, acrescentando 124,8 mil barris à sua produção diária. Os acordos firmados entre produtores, OPEP e não OPEP, fizeram subir o preço do barril de petróleo. O Brent, tipo de crude que é referência para as ramas angolanas, fechou a última sessão da semana no International Exchange Futures a cotar USD 57,10, ganhando 21 cêntimos ao valor com que fechou as transacções na quinta-feira.L.F.

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