No quinquénio 2012-2017, a produção de rochas ornamentais, que engloba granitos, mármore, xistoquartzitos e calcários, foi de 215 mil e 513 metros cúbicos

Quarenta milhões e 43 mil dólares americanos é o valor arrecadado com as exportações de rocha ornamentais durante o quinquénio 2012-2017, segundo informou nesta Sexta-feira na cidade do Lubango, província da Huíla, o ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiroz. A informação foi avançada pelo governante durante a abertura do seminário metodológico que decorre sob o lema “Aumento da produção e das exportações de rocha ornamentais”.

O encontro teve como objectivo estabelecer o alinhamento entre as empresas que actuam no sub-sector deste tipo de minério, assim como o apuramento de dados dobre a transformação e comercialização do mesmo.

De acordo com o ministro, a rocha ornamental é um recurso com muita procura no mercado global e o Executivo elegeu como um dos produtos para exportação e fonte de arrecadação de receitas para o país. “Angola possui um grande potencial no domínio de rochas ornamentais e um quadro regulador assente no Código Mineiro, à altura das necessidades regulatórias do sector e dos investidores”, afirmou.

Para Francisco Queiroz, o governo angolano está a investir fortemente na melhoria do ambiente institucional e no processo de moralização do sector visando a consolidação de um clima de confiança e segurança em toda a cadeia administrativa do investimento mineiro. No que concerne o PLANOGEO, revelou que o mesmo, através de métodos científicos, apurou as estruturas geológicas com grande potencial mineiro, onde se destaca o complexo gabro-anortesitico do Cunene, que se estende da Huíla até ao território namibiano. O projecto vai permitir atrair investidores sérios, capazes de alterar a base económica no país nos próximos 10 a 15anos.

Actualmente, existem no país projectos de rochas ornamentais em actividades nas províncias da Huíla, Namibe, Cuanza Sul e Zaire, no âmbito da execução dos indicadores do Plano Nacional de Desenvolvimento, para concretização do programa do Executivo com vista o aumento da exploração e exportação de rochas ornamentais. Segundo o ministro, o programa assenta no crescimento da produção das 16 pedreiras já em fase de exploração e na entrada de mais 10 novas minas em desenvolvimento nas províncias da Huíla, Namibe e Cuanza Sul, perfazendo assim um total de 26 em fase de arranque.

Com a entrada em funcionamento das novas 10 minas, Angola irá produzir um volume de 357 mil metros cúbicos, prevendo assim a exportação de 286 mil metros cúbicos, no valor de mais USD 66 milhões. “A estas pedreiras juntam-se 12 fábricas de corte, polimento e beneficiamento de rochas ornamentais, das quais cinco na província da Huíla, três no Namibe, duas em Luanda, Benguela e Zaire. Encontram- se pronta para cobrirem as necessidades das minas em funcionamentos”, disse.

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