Pelo menos oito mulheres e uma criança morreram, esta madrugada, na sequência de um ataque aéreo, em Charah, enquanto participavam numa cerimónia fúnebre.

A cidade fica a 40 quilómetros a norte da capital Sana. A região é controlada pelos rebeldes xiitas Huthi que acusam a coligação, liderada pela Arábia Saudita, de ser responsável por este novo ataque. No terreno, os “Médicos Sem Fronteiras”, afirmam que a situação tem vindo a piorar. Segundo o porta-voz da organização, Djoen Besselink, na cidade de Taiz, a situação está a ficar insustentável.

“Os nossos pacientes foram feridos por bombardeamentos enquanto preparavam o almoço nas suas cozinhas, feridos por ataques aéreos enquanto caminhavam pelos campos, mutilados por minas terrestres enquanto pastoreavam o gado, atingidos por franco-atiradores na rua, à porta das suas casas”, conta

O conflito começou em Março de 2015 e opõe o internacionalmente reconhecido Governo do presidente Mansur Hadi aos rebeldes Huthi aliados às forças fiéis ao antigo presidente Ali Abdullah Saleh. A guerra fez com que 80% da população ficasse em risco a necessitar de ajuda.

Comentários

comentários