O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, liga, hoje, uma das seis turbinas do Aproveitamento Hidro-eléctrico de Laúca, em Malanje, que produzirá 334 Mega Watts de energia.

A entrada em funcionamento da barragem de Laúca ocorre quatro meses depois de José Eduardo dos Santos ter accionado o botão que marcou, a 11 de Março, o início do enchimento da albufeira. O Chefe de Estado fará, também, o lançamento da primeira pedra para a construção da barragem de Caculo-Cabaça, no Cuanza-Norte, orçada em USD 4.5 biliões, que é financiada por uma linha de crédito da China. O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, garantiu, ontem, em conferência de imprensa, que está tudo a posto para que esta barragem, cujas obras tiveram início em Junho de 2012, “comece, finalmente, a gerar energia com a entrada em funcionamento da sua primeira unidade geradora”.

O governante explicou que este projecto surge na sequência da elaboração e aprovação da “Estratégia de Segurança Energética para o país”, em 2011, e do “Plano Nacional de Desenvolvimento”, que entrou em vigor em 2013. Esclareceu que, com estes projectos, pretende-se que mais de 14 milhões de angolanos tenham acesso a electricidade até 2025. Para alcançarem esta meta, segundo o gestor público, foram estabelecidos um conjunto de projectos estruturantes, onde se integrou o alteamento e a ampliação da capacidade de Cambambe, que está desde há alguns meses a funcionar já em pleno, a construção de Laúca e de Caculo-Cabaça. “Neste momento, com a entrada em operação de Laúca, concretiza- se mais uma etapa, do cumprimento deste plano”, frisou.

Apesar de o aumento da capacidade de produção ser uma das partes mais importantes deste projecto, João Baptista Borges esclareceu que a ampliação do sistema de transporte da energia também foi acautelada. Neste momento, estão a ser construídas as linhas que escoarão a energia para Luanda e Huambo, prevendo a ligação do Sul do país no sistema eléctrico já a partir do próximo ano. Recordou que foi concluído, recentemente, a construção de uma linha que interliga o norte do país à província do Zaire, que vão interligar com a central do ciclo combinado do Soyo.

O governante disse que estão a ser dispendidos esforços no domínio da expansão da rede de distribuição de electricidade, com vista a colmatar o défice que se regista numa parte significativa das periferias das cidades de Luanda, Huambo, Benguela, Lubango e Cabinda. “Permitindo que toda esta energia chegue ao consumidor. Este é o grande objectivo”, garantiu.

Caculo-Cabaça: o novo desafio

Quanto à Caculo-Cabaça, explicou que a mesma terá uma capacidade de 2.100 Mega Watts, ligeiramente superior a de Laúca. Este empreendimento hidro-eléctrico, que será o maior do país, terá capacidade para atender mais de 8 milhões de pessoas, a partir de 2022, data em que está prevista a conclusão da obra.

O ministro da Energia e Águas garantiu que já foram acauteladas a distribuição de electricidade nos municípios onde estes projectos estão a ser instalados. Explicou que a mão-de-obra qualificada que participou na construção do Aproveitamento Hidroeléctrico de Laúca, de Cambambe, Gove e Capanda, serão aproveitados em Caculo- Cabaça, em cumprimento do estabelecido num Decreto Presidencial. O governante agradeceu a compreensão dos luandenses, pelos sacrifícios, durante o período de restrição no fornecimento de electricidade, em consequência do desvio do caudal do rio Kwanza para o enchimento da albufeira e garantiu que a parte mais difícil já passou.

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