Aconteceu ontem, na localidade de Sangano, município de Quiçama, o lançamento do cabo submarino de fibra óptica que vai ligar a África à América do Sul, partindo de Angola para o Brasil, num investimento avaliado em USD 260 milhões.

O projecto de melhoria das comunicações no país ganhou um novo impulso, com o lançamento, ontem do SACS, na localidade de Sangano, Quiçama, em Luanda. O sistema SACS será estendido numa distância de 6.200 quilómetros (de Sangano até Fortaleza (Brasil), e terá uma capacidade de 44 terabits por segundo, cujos trabalhos estão a ser executados pela empresa japonesa Netron Electronic Company (NEC).

O acto do lançamento do cabo submarino foi presidido pelo Ministro das Telecomunicações, José Carvalho da Rocha, na presença da Ministra da Ciência e Tecnologias de Informação, Maria Cândida Teixeira, e do Governador do Ceará, Camilo Santana. Segundo o ministro das Telecomunicações, José Carvalho da Rocha, “o acto constitui um marco muito importante para o sector das telecomunicações no país, uma vez que vai permitir aumentar a velocidade de acesso e também reduzir os custos das telecomunicações”, referiu.

O dirigente lembrou que o projecto constitui a materialização da estratégia de acesso aos cabos submarinos aprovado em Abril de 2009 pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, que começou a ser materializada em 2012, com a implementação do cabo submarinos do West Africa Cable System (Wacs). Afirmou que que o SACS é o primeiro-cabo submarino a nível do mundo que vai ligar a América do Sul à África, reforçando que o seu lançamento constitui um acontecimento único na história.

“Isso vai posicionar o nosso país dentro da estratégia que temos de prosseguir, que é de sermos mais fortes no sector das telecomunicações a nível do continente”, realçou. Com isso, avançou o ministro, “vamos continuar a prestar serviço de qualidade à população e também criar oportunidades para o aparecimento de outras empresas no país”, frisou. José Carvalho da Rocha isse que o projecto conta com um investimento na ordem dos USD 260 milhões e resulta de uma parceria público-privada.

No entender do governante, a aposta no sector que dirige constitui também uma abertura para o desenvolvimento económico do país, dado o facto que o sector da agricultura tem sido uma das apostas do Estado, em que os empresários estarão distantes e é necessário que tenham acesso a estes novos serviços. Avançou que Angola conta com uma extensão de costa de 1500 quilómetros, colocando o país numa posição estratégica no que se refere a telecomunicações. Por sua vez, o Gestor de projectos do SACS, Clementino Fernando, Garantiu que todo equipamento (cabos e navios) já está disponível no Japão, por ser o país fabricante e detentor da empresa que está a executar a obra, permitindo com que até Fevereiro de 2018 se conclua a instalação do cabo.

“A finalização da instalação do SACS está prevista para o primeiro trimestre de 2018 e em Julho do mesmo ano a empresa japonesa vai passar a infra-estrutura concluída à gestora do projecto, Angola Cables”, afirmou. Por sua vez, o governador do Estado brasileiro do Ceará, Camilo Santana, disse que a ligação do cabo submarino permitirá o reforço das relações existente entre os dois Estados e melhorará a conectividade. “Pretendemos melhorar as relações não apenas do ponto de vista das comunicações, mas também do ponto de vista da conectividade entre os dois povos”, frisou.Acrescentou que o cabo vai melhorar também as relações no âmbito comercial do turismo, da agricultura e, por fim, das tecnologias de informação.

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