Com vista a reduzir as importações e, consequentemente, atrair mais receitas para o país, o projecto do Cácata vai exportar anualmente cerca de 1 milhão de toneladas de fosfato por ano, e tornar- se num Pólo de Desenvolvimento Minério

O projecto de exploração e transformação de fosfatos, empreendimento que será desenvolvido pela empresa Mango Tando LDA, vai produzir 800 toneladas mensalmente, e exportar o excedente, aproximadamente um milhão de toneladas anualmente.

A primeira pedra do projecto foi lançada na Sexta- feira última, na aldeia de Cácata, comuna de Tando- Zinze, município sede da província de Cabinda, pelo ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiroz.

Com o lançamento da primeira pedra estão criadas condições para o início da produção, cujo investimento é de USD 120 milhões.

Na ocasião, o governante salientou que “o projecto que está a ser implementado vai de acordo com a estratégia do Executivo para o sector da Geologia e Minas, que é o de diversificar a produção mineira e desta forma contribuir para as exportações”.

Francisco Queiroz frisou que com a exportação do fosfato o país vai conseguir não só diversificar as fontes de receitas cambiais, mas também as fontes de receitas fiscais. “Com a entrada em funcionamento da exploração do fosfato no Zaire, comuna do Lucango, e em Cabinda, na aldeia de Cácata, o país terá excedentes de fertilizantes. Por isso estará em condições de exportar”, disse.

De acordo com o responsável, a exploração de fosfato na província vai contribuir para a produção de fertilizantes que servirão para alavancar a agricultura no país.

Sem avançar dados, o responsável salientou que se gastam milhões de dólares para a importação de fertilizantes, enquanto o país tem capacidade para produzir, pois tem matéria-prima em abundância.

Por outro lado, avançou que a implementação do projecto vai gerar cerca de 250 empregos directos para os jovens de Cabinda, em particular entre as populações de Cacáta, permitindo também a criação de infra-estruturas na localidade.

Cacata vai tornar-se num polo de exploração mineira

Durante a sua alocução, Francisco Queiroz disse que, com a implementação deste projecto, a aldeia pode tornar-se num Pólo de Exploração de Minérios, sublinhando que hoje a exploração mineira não se desenvolve de uma forma isolada, sendo preciso que haja outras empresas que forneçam matéria- primas, equipamentos e outros serviços. “Se assim procedermos Cacáta pode tornar-se num Pólo de Exploração Mineira”, sublinhou.

Por outro lado, realçou que, dentro do PLANAGEO, as províncias do Norte e Leste do país são as que possuem maior potencial de fosfato e potássio. Enfatizou que “ até ao momento as províncias do Zaire e de Cabinda são as mais ricas em termos minérios”, avançou. Por sua vez, o director geral da Mango Tango, António Mota, disse que a empresa investiu, numa primeira fase, USD 120.000 milhões, que serão aplicados mais USD 110 milhões para a conclusão do projecto. P

or outro lado, garantiu que a empresa vai trabalhar também na implementação de projectos de âmbito sociais, mormente na criação de infra-estruturas como hospitais e escolas. António Mota quer maior intervenção do governo local no sentido de melhorar as infra-estruturas de transporte, sobretudo o Porto de Caio, no sentido de facilitar a exportação do produto.

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