Trata-se da búlgara Irina Bokova, actual directora-geral da UNESCO e da ministra argentina da Relações Exteriores, Susana Malcorra, que já foi chefe do gabinete do actual secretário-geral da ONU, Ban Ki- Moon.

Garantir o apoio de Angola quanto a intenção de ascender ao cadeirão máximo das Nações Unidas constituiu o propósito dos encontros, ontem, em separado, das candidatas búlgara Irina Bokova e da argentina Susana Malcorra, com o ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti e o Vice- Presidente da República, Manuel Domingos Vicente.

Georges Chikoti disse, em declarações aos jornalistas, que o posicionamento de Angola, neste momento, basea-se na apreciação do perfil dos concorrentes e aconselhá-los a prosseguirem com os seus objectivos até a votação final, que será feita pelos membros do Conselho de Segurança da ONU, permanentes e não permanentes.

O chefe da diplomacia angolana referiu que Angola já trabalhou com Irina Bokova durante a conferência sobre a cultura de paz, realizada no país, há cerca de três anos, continuando o trabalho ao nível da UNESCO, no campo da educação. Caso seja eleita, Irina Bukova promete priorizar questões ligadas à pobreza, desenvolvimento sustentável, reforçar o papel da ONU na prevenção de conflitos, diplomacia de paz, promover o respeito aos direitos humanos e o aumento de oportunidades para os jovens.

A também antiga ministra dos Negócios Estrangeiros da Bulgária disse ter abordado com o Vice- Presidente da República de Angola a necessidade de democratizar o Conselho de Segurança, o seu alargamento e a inclusão de representantes de outros continentes. Por sua vez, a candidata Susana Malcorra, actual ministra dos Negócios Estrangeiros da Argentina, defendeu uma atenção especial às questões de paz e segurança, mas sem perder de vista os temas estruturais para promoção do desenvolvimento sustentado, particularmente em África.

Para a diplomata argentina, é necessário o desenvolvimento agrícola e garantir a segurança alimentar, com maior destaque para África. Promete, na qualidade de ministra dos Negócios Estrangeiros do seu país, o apoio necessário ao crescimento económico do continente africano, no quadro da cooperação Sul-Sul.

Por Angola, em busca de votos ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas, já passou o antigo primeiro-ministro de Portugal e alto comissário da ONU para os refugiados, António Guterres. Estiveram também na capital angolana, a antiga primeira-ministra da Nova Zelândia, Helen Clark e o vice-primeiro-ministro da Eslováquia, Miroslav Lajcak.

Candidatas recebidas pelo Vice- Presidente da República

O vice-presidente da República, Manuel Domingos Vicente, recebeu igualmente as duas candidatas ao cargo de secretário-geral da ONU, Irina Bukova e Susana Malcorra, tendo ambas prometido promover a paz e o desenvolvimento sustentado, particularmente, dos países em desenvolvimento, caso sejam eleitas.

Na ocasião, Irina Bukova considerou ser um momento oportuno para partilhar ideias e experiências, sobre paz e desenvolvimento, tendo em conta o papel importante de Angola no Conselho de Segurança de Segurança, na qualidade de membro não permanente. A também antiga ministra dos Negócios Estrangeiros da Bulgária disse ter abordado com o Vice- Presidente da República de Angola , a necessidade de democratizar o Conselho de Segurança, o seu alargamento e a inclusão de representantes de outros continentes.

Por seu turno, a candidata Susana Malcorra, actual ministra dos Negócios Estrangeiros da Argentina, defendeu uma atenção especial às questões de paz e segurança, mas sem perder de vista os temas estruturais para promover o desenvolvimento sustentado, particularmente em África. Para a diplomata argentina, é necessário o desenvolvimento agrícola e garantir a segurança alimentar, principalmente em África.

Prometeu, na qualidade de ministra dos Negócios Estrangeiros do seu país, o apoio necessário ao crescimento económico do continente africano, no quadro da cooperação Sul-Sul. Por Angola, em busca de votos ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas, já passou o antigo primeiro-ministro de Portugal e alto comissário da ONU para os refugiados, António Guterres.

Estiveram também na capital angolana a antiga primeira-ministra da Nova Zelândia, Helen Clark e o vice-primeiro-ministro da Eslováquia, Miroslav Lajcak O processo de eleição deverá estar concluído em Outubro e a posse deverá ocorrer a 1 de Janeiro de 2017.

Cooperação bilateral entre Angola e República Saharaui reforçadas

comprementoQuestões ligadas à cooperação entre Angola e a República Árabe Saharaui Democrática (RASD) estiveram no centro da audiência que o ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, concedeu ontem ao seu homólogo Mohamed Salem Ould Salek. No final do encontro, o ministro angolano das Relações Exteriores, Georges Chikoti, afirmou que o Sahara vai continuar a receber a ajuda de Angola, porque apoia a causa do povo saharaui.

“Queremos que a questão da RASD conheça a sua conclusão final pelas Nações Unidas, que se comprometeram a realizar um referendo para o povo saharaui”, disse. Segundo o chefe da diplomacia angolana, não se pode aceitar que a questão do Sahara fique pendurada como está, e, sobretudo as acções de sabotagem que tendem impedir a realização do referendo.

Para Mohamed Salem Ould Salek, que é portador de uma mensagem do Presidente da RASD, Brahim Ghali, para o seu homólogo José Eduardo dos Santos, as relações entre Angola e a RASD são solidárias. Precisou que os dois países comungam os mesmos pontos de vista sobre assuntos candentes, quer ao nível da União Africana, quer das Nações Unidas, tendo realçado o papel que Angola desempenha nos fóruns internacionais e regional.

Sublinhou igualmente o relevante processo de edificação de um Estado democrático e de direito em curso em Angola, ao mesmo tempo que felicitou o Presidente José Eduardo dos Santos pela sua reeleição à liderança do MPLA.

Considerou que Angola pode continuar a jogar um papel importante no continente africano, ao lado da África do Sul, Argélia, Nigéria, Tanzânia, Quénia, Etiópia e de outros países. “Angola, depois da guerra, tem tido um desempenho positivo, apesar das dificuldades resultantes da queda do preço do petróleo no mercado internacional”, disse.

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