Estimado Director. Votos de uma abençoada semana, por sinal a segunda do novo ano, o 2017, de que todos almejamos o melhor. O Titulo desta carta tem a ver com o sofrimento por que passam encarregados de educação e seus educandos todos os anos no nosso pais. Nâo há nenhum exagero no que vou relatar. Infelizmente é sempre assim: termina o ano lectivo e no arranque do novo ano é um transtorno infernal.

Em relação aos certificados de habilitações já não se fala. O aluno pede e paga o certificado mas nunca recebe à hora. Acontece na maioria das escolas. Estabelecem datas para o levantamento e não são respeitadas. É hoje, é amanha, e o documento nunca está pronto, correndo-se o risco de perder a inscrição ou matrícula no estabelecimento de ensino que se pretende estudar. É demais. Os certificados que têm de ser assinados pelo Delegado Provincial de Educação de Luanda, para ganhar a necessária validade é uma bagunça que só o diabo pode explicar.

Recebem centenas de certificados. Cobram mil kwanzas por pessoa, não entregam nenhum recibo do valor que pagamos. É trinta por uma linha naquela cada que deve ser essencialmente de educação e ensino. Não sabem a data certa do levantamento e põem todo o mundo às voltas no vai e vem. Agora, que o Excelentissimo Senhor Director Provincial, Ande Soma, tomou a justa medida de acordo com a lei para evitar as cobranças anárquicas disto e daquilo, seria bom ver também os mil kwanzas que são cobrados em cada certificado sem justificação, para o carimbo e a sua assinatura.

Cobra-se por tudo e por nada e o pior é que se cobra muito. Cada escola cobra o que lhe dá na real gana, nos privados é demais. Afinal de contas, para que existe a lei? O porquê de que temos de continuar a viver assim, por quê? Oxalá que em 2018 as coisas mudem de facto neste e noutros sentidos. Por favor, poupem-nos de tanto sofrimento. Ohamba de Jesus

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