Caro director do jornal OPAÍS, Algumas vezes me pergunto sobre o que vai na nossa cabeça de angolanos. Vejo muitas carrinhas à entrada de Luanda e em alguns locais de Luanda sul a vender fruta, mas sem balanças. Porquê vendemos fruta contando o número de peças e não pesando? Eu posso comprar quatro abacates a 500 Kwanzas e outra pessoa também, mas os meus abacates podem pesar meio quilo a mais, por serem maiores e todos pagamos o mesmo, isso não pode ser. Também acontece com a cebola, com o tomate e outros produtos do campo.

O mesmo acontece com os animais, galinha custa X, cabrito X, cinco peixes carapau mil Kwanzas. Até os próprios vendedores e os produtores perdem dinheiro. Além das cantinas onde não há nem balanças, nem caixas registadoras, acho que os nossos feirantes (que vendem nas praças), deviam ser obrigados a usar balanças. Temos de construir um país habituado à verdade, honesto e que queira as coisas certas. Quilo é quilo.

Não sei se perdem dinheiro ou se ganham, mas se usassem balanças e TPA para pagamento, certamente que os vendedores e os produtores teriam melhor noção do que custou e do que rendeu o seu esforço. Caro director, escrevo sobre este assunto para que, se o publicarem no espaço Carta do Leitor, as autoridades o possam ler e reflectir um pouco sobre isso. Porque aqui também o Estado perde receitas, de certeza. E se o Estado controlar bem o peso da nossa produção, no produtor e no comerciante, ficará mais fácil calcular, depois, onde investir mais. Espero ter ajudado. Bem-haja a todos os jornalistas de OPAÍS e a todos os produtores de fruta, a nossa boa fruta.

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