Senhor Director do jornal do O PAÍS, muito obrigado. Desejo-lhe bom Domingo. Escrevo a partir do bairro Dangereux, município de Belas, província de Luanda. Estou preocupado com o índice de criminalidade na minha zona. Mesmo com a presença da Polícia Nacional, o crime continua em caixa alta. Os assaltos à luz do dia tornaram-se “pão de açucar” para os bandidos.

A vizinhança não tem como falar, porque os meliantes “dão mesmo da asa”. Isto preocupa-me, porque já não sabemos o que fazer. As queixas, mesmo em off, não resolvem. Os meninos, alguns, quando são detidos e levados às esquadras policiais são soltos, porque os parentes pagam dinheiro para resgatá-los e, estes, voltam a cometer e a ameaçar. As jovens que estudam à noite têm tido muitas dificuldades.

Umas para se safarem são obrigadas a namorar com os meninos de grupos ou bandidos e isto também está a desviar muitas delas. O problema é grave. Peço aos chefes da Polícia para reforçarem o patrulhamento, porque não está a dar. As cantinas e os Mamadous têm sido as principais vítimas neste processo.

Os bairros cresceram muito e de forma desordenada, lá, isso é verdade. A população aumentou, mas o efectivo dos agentes da Polícia Nacional continua reduzido.

Os índices de criminalidade, sem esquecer o centro da cidade de Luanda e arredores, actualmente está mais concentrado nos bairros novos. É, ali, aonde a polícia devia intensificar mais as suas acções.

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