O vice-presidente do MPLA, João Lourenço, lançou recentemente um apelo à sociedade para a preservação, recuperação e transformação de bens patrimoniais em Turismo Cultural para gerar receitas para o Estado

O político fez esta afirmação num encontro que manteve com os Fazedores da Cultura e das Artes, realizado no Centro de Conferências de Belas(CCB), em Luanda, presenciado por artistas da antiga e nova gerações. Segundo João Lourenço, a próxima fonte de rendimento será o Turismo Cultural, em função das potencialidades deste sector que devem ser bem aproveitadas.

Reconhecendo a capacidade criativa dos Fazedores da Cultura e das Artes, João Lourenço defendeu a recuperação e classificação destes bens, alguns dos quais em risco de desaparecer, para que lhes seja devolvido os seus valores históricos e culturais. De entre os bens, apontou os antigos espaços políticos e as embalas dos antigos reis que devem ser rapidamente restaurados para “neles se elevarem estruturas que exaltem o papel desempenhado no passado por aquelas chefias políticas”.

João Lourenço exemplificou o Centro Turístico de Oihole, local onde está sepultado o soberano Mandume, no Reino do Kwanhama (Cunene), e a Embala do Rei Ekuikui, no Bailundo (Huambo). Além destas localidades, referiu- se também à construção de futuros complexos turísticos no antigo Reino do Ndongo, nos túmulos de Ngola Kiluanje e Njinga a Mbande, respectivamente.

Com o mesmo propósito, de acordo com a segunda figura na hierarquia do partido que governa o nosso país, esta actividade estender-se-á também aos reinos da Lunda Côkwe, Nganguela, Humbe e outros. Segundo ainda o político, que falava para músicos, artista plásticos, escritores, bailarinos e outros, mais do que gerar receitas, tais complexos servirão também de lugares de memória.

Reconhecimento

No encontro, presenciado pela ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, João Lourenço, que também é o candidato do MPLA a Presidente da República, nas eleições gerais de 23 de Agosto, reconheceu o contributo de todos os Fazedores da Cultura e das Artes. No campo musical, a fonte reconheceu que os músicos nacionais têm feito um percurso valioso com a recriação e inovação de novas propostas musicais que “tocam o coração dos angolanos”.

Reforçou que os músicos angolanos estão a revelar-se em talentos de alto nível, transportando os seus sucessos além fronteiras.

Sobre a Música Popular Urbana (MPU), o palestrante disse trazer à ribalta nomes que vão pontuando nos palco internacionais. Literatura No que concerne à literatura, João Manuel Gonçalves Lourenço afirmou que ganhou uma expressão forte no país e no estrangeiro, fruto da pena refinada de exímios escritores como Agostinho Neto, António Jacinto, Viriato da Cruz, Mário António, Wanhenga Xitu, Arnaldo Santos e outros.

Indústrias Culturais

Neste encontro, que serviu para auscultar e receber contribuições dos mais variados segmentos do sector da Cultura, destacou a importância da indústria cultural do país, designadamente a do livro e do carnaval. Circunscrito apenas aos Fazedores da Cultura e das Artes da província de Luanda, neste encontro, João Lourenço anunciou também a revitalização da produção cinematográfica.

“Não obstante as dificuldades financeiras, temos que encontrar espaço para que os feitos da nossa história (antiga e contemporânea) encontre espaço privilegiado no cinema”, disse.

De uma forma geral, João Lourenço reconheceu as potencialidades dos cultores das mais variadas expressões artísticas que fizeram de Angola “um modelo ímpar e exemplar”.

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