Opinião

Sobre a “lei do aborto”

Talvez nos indignássemos, se sempre que lêssemos, ouvíssemos, falássemos ou escrevêssemos “Interrupção de gravidez não punível”, a sinonímia do verbo gravasse em nossa mente “Morte de nascituro não punível”. É crível pensar que a história recente nos galvanizasse de moral edificante, mal imaginávamos que por ínvios corredores, Angola pretenda pautar-se no equivocado “Progresso da Morte no Ventre” O Legislador Constituinte, ciente do Sublime bem que constitui a vida e que

Falando em eleições…

Começa a aquecer a propaganda eleitoral, o Maioritário, que desde o início do ano vem apresentando o seu novo candidato, tem agora como companheiros de estrada os restantes partidos políticos, com direito a divisão no ecrã televisivo dando conta das várias actividades. Importante referir também a iniciativa de alguns membros da sociedade civil, pedindo a realização de debates entre os vários candidatos, alegando que para um maior entendimento das propostas

Carta do leitor: As lutas dos sindicatos

Prezado director, Não sei bem como se organizam os sindicatos em Angola, mas parece que alguns também actuam com hipocrisia. Porque durante muito tempo nunca ouvimos falar deles, mas agora, perto das eleições, todos aparecem a marcar greves e a defender os trabalhadores que nunca defenderam nos últimos anos. Como no nosso país devemos sempre desconfiar, porque temos muitos vícios, eu também estou a desconfiar dos sindicatos. Alguns talvez estejam

Novidade conta

Em equipa que ganha não se mexe. Esta máxima conhecemo-la. Mas nas eleições deste ano isso não se aplica. Falo da eleição do Presidente da República, apesar de termos eleições gerais, em que colocamos nos parlamento, com o nosso voto, os deputados, também. Nenhum dos cabeças de lista deste ano ganhou eleições alguma vez, com o voto popular (excluo as dos partidos). Estas eleições valem sobretudo pelo factor novidade e

Editorial: Credores de todos nós

Algumas vezes até parece que nos esquecemos, colectivamente, do que eles significam, do quanto lhes devemos, sobretudo a nacionalidade. O encontro de João Lourenço, candidato do MPLA a Presidente da República, com os antigos combatentes, vem fazer-nos, a todos, olhar para o que somos e para quem nos fez angolanos independentes e filhos de um país soberano. São muitos, eles, felizmente. Significa que o sonho de liberdade foi partilhado por

Carta do leitor: Administrações e as novas centralidades

Bom dia estimado director do jornal OPAÍS. Foi com algum agrado que tomei conhecimento por via dos meios de comunicação social, assim como das redes sociais do lançamento do site da Imogestim (empresa gestoras das habitações do Estado), pelo qual os candidatos interessados poderão inscrever-se a fim de habilitarem-se a uma residência nas novas centralidades um pouco por todo o país. Todavia, e por ser morador de uma centralidade em

Diga lá outra vez

N a sua estratégia eleitoral, o MPLA optou por apresentar o seu candidato a Presidente da República aos seus militantes e amigos de todas as províncias. Está a organizar actos com muita e muita gente. Se todos os que o ouviram até agora forem votar e votarem neste partido, a vitória está praticamente garantida. Mas temos perto de dois meses mais até ao dia do voto, e neste tempo teremos

Editorial: Imprevisibilidades

O Movimento A República em Marcha ganhou ontem as eleições legislativas francesas, o que é notável para uma força política de que não se ouvia falar há um ou dois anos. Mais notável ainda se pensarmos que o seu líder, Emanuel Macron, se fez eleger Presidente da República há menos de três meses. A França mostra, assim, como o comportamento do voto pode ser imprevisível, sobretudo porque as forças políticas

Trumuno

Amanha será disputada a final do Girabairro “A Taça do Presidente” no Bengo. Quem puder, que não perca aquilo que ainda é a alegria do nosso futebol, genuíno. Eu vi uma final destas no Huambo. Mas quero partilhar histórias do Girabairro, que também me foram contadas. Imagine-se uma final entre equipas de duas províncias diferentes. A equipa visitante está em vantagem, trazida da 1ª mão, e o jogo dura três

Editorial: Etu mudietu

João Lourenço, candidato do MPLA a Presidente da República, protagonizou ontem em Muxaluando, capital do município de Nambuangongo, um gesto que marca claramente a sua campanha até agora. Quando se fez ao púlpito para falar com o povo, João Lourenço tirou o casaco que trazia vestido. Seria normal noutra circunstância qualquer, em qualquer outro lugar, mas aí não. Nambuangongo é terra de resistência. E é também terra onde o desenvolvimento