Opinião

Uma casa sem governo

A coligação eleitoral CASA-CE parece agora, de facto, uma casa sem governo. Por aqueles lados o ar não está bom para ser respirado. Por culpa própria. O texto que está a circular pelas redes sociais de um ataque contra Lindo Bernardo Tito, supostamente encomendado por William Tontet, ou pelo menos em defesa deste, publicado originalmente no jornal de William Tonet, o Folha 8, são de tal contundência que dificilmente se

Carta do leitor: Coliguemo-nos contra o lixo

Caro senhor director, Aproveito o espaço carta do Leitor do jornal OPAÍS para perguntar aos dirigentes de Luanda e do país e também aos nosso comerciantes por que razão não colaboram mais uns com os outros. Porquê? Por exemplo, no Cazenga, Camama e noutras partes de Luanda, há ruas que estão cheias de lixo, embora a cidade já esteja muito mais limpa, mas que têm lá comerciantes. Não entendo porquê

Segurança e subsistência de um estado

Conforme referido na semana passada, Moçambique vive momentos de aperto por conta da putativa descoberta de dívidas contraídas por três empresas das Forças de Defesa e Segurança, com o fito de criar as condições que garantam a operacionalização do Sistema Integrado de Monitoria da Zona Económica Exclusiva. É que a pirataria marítima tem tido um brutal recrudescimento, sendo apontados, dentre os vários factores possíveis de ser apontados como propiciadores ou

Autarquias

Pelos sinais em presença, já só parece mesmo faltar o anúncio de uma data para a sua implementação. As autarquias cozem-se em fogo lento, têm elementos que as estruturam em esboço ou, até, em etapas mais evoluídas, como deu a entender anteontem o ministro da Administração do Território (MAT), Bornito de Sousa. Pode dizer-se que este é o momento em que mais perto se está da implementação do poder autárquico

O efeito Lourenço

Regressou a Luanda ontem o candidato do MPLA ao cargo de Presidente da República, depois de uma missão com escalas na Huíla, Lunda Norte e Lunda Sul. João Lourenço, também vice- presidente do MPLA, viveu assim a jornada inaugural de uma longa e intensa maratona que só termina no dia do voto, com a missão difícil de, até lá, seduzir o eleitorado para que a preferência da sua escolha política

CARTAS CREDENCIAIS: ANGOLA: PODER DEFENSIVO OU OFENSIVO?

Luanda, Fevereiro de 2017. Estimados cidadãos angolanos, africanos e globais, o académico irlandês de Relações Internacionais, Fred Halliday dizia: “Existem duas respostas frequentes para qualquer evento histórico, ambas inapropriadas, senão totalmente equivocadas: dizer que tudo mudou ou dizer que nada mudou. ” É com este pensamento de sensações sobre os sujeitos e objectos da história do mundo, que associo a fase que Angola está a viver hoje, da transição de

carta do leitor: Caros amigos do jornal OPAÍS

Não sei o que aconteceu, mas de repente toda a gente deixou de falar do preço da cesta básica. No início do ano passado não se falava de outra coisa. Era só a cesta básica e o preço do pão e da farinha. O que aconteceu afinal? Os preços é que reduziram ou as pessoas encontraram outra cesta, ou não querem mais a tal cesta? No nosso país é sempre

Pré-autárquicos

Há algum tempo que tenho ouvido algumas pessoas afirmarem a sua vontade de serem autarcas, e eu acho muito bem. A vontade de ser ou de fazer é muito importante para este caso. No entanto, normalmente os pré-candidatos a autarcas que vejo perfilar-se para os lugares é gente pouco recomendável, pessoas que sonham com um lugar como forma de ter acesso a benesses e ao dinheiro do Orçamento Geral do

Editorial: A liberdade religiosa

A  liberdade religiosa vai a debate esta semana na Assembleia Nacional. Este é um assunto de extrema importância no momento actual da nossa sociedade. Há que definir balizas e distinguir o que é religião do que são outras coisas. E há que buscar a essência da religiosidade dos angolanos. O Estado é laico, é verdade, mas a nossa espiritualidade e a forma como socialmente vivemos com ela é ancestral, devemos

CONSTATAÇÕES FEITAS… ENTÃO MÃOS A OBRA NO DIA ÚTIL SEGUINTE

O debate está lançado! Se não foi intenção, então o bom será saber que o conteúdo foi provocador, permitiu que com alguma ponderação, dúvidas fossem levantadas sobre a real capacidade do saber fazer de “JLO” para a realização dos sonhos e ambições dos angolanos. A percepção com que fico e, não muito diferente das constatações anteriores, deduzidas de pronunciamentos públicos do passado, é de que, no final de contas, “não