Renovar os centros culturais, de modo a torna-los mais expressivos e proporcionar serviço de qualidade aos frequentadores destes recintos, é o grande objectivo dos agentes culturais

A luta contra o tempo prossegue ininterrupta através de acções visando a melhoria da imagem dos estabelecimentos e aumento da sua lotação, nas vésperas do o II Festival Nacional de Cultura (Fenacult 2014), a realizar-se dentro algumas semanas em todo o território nacional. Salões ampliados e outros em fase de acabamento; palcos montados e outros por montar; aranhas e robots com luzes de cena devidamente montadas, compõem o frenesim.

Numa breve ronda matinal efectuada a alguns destes centros da capital a dentro, podemos constatar o empenho e satisfação das equipas entregues ao seu trabalho, mostrando-nos a importância e dimensão da festa que vem sendo preparada há quatro anos e a vontade do público de interagir com a classe artística.

O PAÍS vivitou o Kilamba e o  Jabumba, dois dos estabelecimentos  seleccionados pelo Mincult, uma vez que os demais encontravam-se fechados devido a participação dos seus gestores no programa organizativo do Fenacult, agendado pelo Ministério da Cultura.

Quanto podemos saber dos seus gestores, no Kilamba, pouco ou nada será alterado ao nível estrutural devido ao restauro a que foi submetido recentemente e estar em actividade regular.

Mas algo indica que poderão ocorrer algumas intervenções cosméticas visto que, desde o pretérito dia 1 do corrente mês, todas as actividades culturais em curso no país passaram a ter o selo do Festival Nacional de Cultura (Fenacult 2014).

Estruturalmente, o Kilamba tem um palco retangular extenso concebido de acordo com o espaço e um amplo salão em forma circular com capacidade para 500 pessoas sentadas e mais de duzentas em pé, além de um espaço VIP com capacidade para 20 pessoas. O salão conta também com área de buffet dedicado ao simplificado.

Já o Centro Cultural Jabumba, localizado no Distrito Urbano do Kilamba Kiaxi, apresenta-se com dois grandes salões e uma esplanada que tem acolhido sessões de karaoke aos Sábados.

O primeiro localiza-se na Pensão com o mesmo nome e acolhe 350 pessoas sentadas e 600 de pé. Dispõe também um palco circular de nove metros, ao passo que o segundo, tem lotação para 800 pessoas sentadas e uma zona VIP para 200 convidados.

Tem igualmente um palco com todas as condições, desde o som à luminotecnia, incluindo técnicos brasileiros especializados nos mais variados domínios da cenografia.

Ao contrário do Kilamba, o Centro Cultural Jabumba recebe, desde há alguns dias, melhoramentos nos salões, reequipamento com novos aprelhos de ar condicionado e melhoria do isolamento acústico.

O efrescamento do seu do seu pessoal através de workshops , decorre também, para o sucesso da festa. Manuel Raimundo, responsável do estabelecimento, realçou que intenção é proporcionar ao público da cidade capital e não só, espectáculos de qualidade, aproximando-o das actividades agendadas em torno do Festival Nacional de Cultura. Para gáudio do público, estão garantidos 60 mil watts de som, capacidade que poderá variar no período nocturno, de modo a evitar -se a poluição sonora.

Para o dia 8 do corrente mês, está agendada uma conferência sobre a “Música Popular”, destinada aos agentes culturais, músicos, alunos daquela circunscrição e universitários, a ser proferida pelo professor universitário, Jomo Fortunato. A intenção, segundo Manuel Raimundo, é proporcionar um trabalho de qualidade aos frequentadores dos dois recintos.

Todos pelo Festival de Cultura

O músico Carlitos Isaac “Tchimbelequesse” considerou que a realização da Feira Nacional de Cultura, no âmbito do (FENACULT), a realizar-se de 30 de Agosto a 20 de Setembro, incentivará a promoção do potencial cultural da província do Moxico.

Salientou que os artistas vão aproveitar o evento para exibirem as suas criações de modo a contribuirem para o crescimento cultural do país, uma vez que o certame é uma oportunidade para demonstrar também o que é feito naquela região do leste do país.

Acrescentou que a manifestação facilitará aos agentes culturais locais aprimorarem as peças a apresentar, para que haja no festival uma interacção e troca de experiências entre os jovens, os artistas e o público, desenvolvendo premissas para a implementação da política cultural em articulação com o sector público/privado, divulgar, valorizar as artes, acções culturais, populares e tradicionais, o consumo e a valorização dos bens culturais nacionais, mediante a criação de redes culturais ao nível local nacional e internacional.

Impressões

Marcela Costa satisfeita com o Fenacult

Tecelã, Marcela Costa

Tecelã, Marcela Costa

A artista plástica Marcela Costa, manifestou-se satisfeita com a realização do Festival Nacional de Cultura, por constituir uma oportunidade para a troca de experiências entre os artistas e mostrar as potencialidades culturais do país.

Realçou que a sua realização,  pela primeira vez em tempo de paz,  representa um acto de soberania,  visto ser o momento de todos os agentes culturais reflectirem em torno da identidade cultural nacional.

Na sua óptica, o festival tem um papel relevante na valorização da nossa cultura. Indagada quanto à representação das artes plásticas, disse ser uma
ocasião para os artistas mostrarem as suas reais capacidades, quer na produção, quer na criação de um ambiente de intercâmbio. Marcela Costa entende que os artistas devem aproveitar o momento para dignificar a cultura nacional e procurar melhorar cada vez mais os seus trabalhos. O II Festival Nacional da Cultura (Fenacult/2014) a ter lugar em todo o país propõem-se a promover a coesão e a unidade nacional, assim como o desenvolvimento e protecção das artes angolanas, numa iniciativa do Ministério da Cultura.

O festival, decorrerá sob o lema “A Cultura como factor de paz e desenvolvimento” e contará com espectáculos de música, dança e teatro, sessões cinematográficas, feiras de livros e de discos, desfiles de moda, exposição de artes plásticas, instalações artesanais, entre outras actividades.

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