No último mês, o Presidente chinês Xi Jinping apresentou uma estátua de bronze com pontos de acupuntura no corpo humano para a Organização Mundial da Saúde em Genebra, atraindo atenções pelo mundo.

Para Pauline Moy, uma malaia, essa estátua élhe bem familiar. Como aluna da Escola Internacional da Universidade de Medicina Chinesa de Beijing (BUCM, em inglês), ela usa uma réplica para ajudar a lembrar os pontos de pressão e praticar as técnicas. Antiga atriz, Moy, veio à universidade em 2011 explorar o mistério de “como uma agulha pode aliviar a dor e curar doenças”. Ela fez o bacharelato em acupuntura, moxibustão e Tuiná, ou massagem terapêutica usada na medicina tradicional chinesa (MTC). Ela está actualmente tenta tornar- se mestre em MTC.

A acupuntura é apenas um componente da MTC. Para entender melhor a essência da acupuntura, Moy leu textos antigos escritos em chinês clássico, o maior desafio nos seus estudos. “Aprender os clássicos da MTC é similar ao jogo quebra-cabeças. Tenho que aprender primeiro os clássicos ao pormenor. Quando eu dominar suficientemente os conhecimentos sobre MTC, posso integrá-los na prática clínica, que é baseada tanto na teoria médica como em observação”, explicou. Pauline Moy está entre um número crescente de alunos estrangeiros de medicina tradicional na China. Zhang Daliang, director do Departamento de Ensino Superior do Ministério da Educação, disse que a MTC é o campo mais popular entre as ciências naturais para os estrangeiros na China. “A MTC foi disseminada para 183 países e regiões.

A educação internacional desempenhou papel importante na promoção mundial da MTC”, apurou Zhang. Chelsea Qi Xie, dos Estados Unidos, também é uma estudante na Escola Internacional da BUCM. Ela é uma chinesa que vive no exterior e a sua mãe é farmacêutica. Ela estuda MTC não só para aprender as suas raízes culturais, também porque está a se tornar mais aceite nos Estados Unidos. “A acupuntura é uma terapia alternativa com relativamente poucos efeitos colaterais. Os serviços de acupuntura estão disponíveis em muitos grandes hospitais nos EUA, e os praticantes registados devem previamente passar por exames formais. Há cerca de 20 mil acupuntores registados apenas no estado da Califórnia”, declarou. A BUCM estabeleceu relações com 108 universidades e instituições de pesquisa em 30 países e regiões do mundo, impulsionando o reconhecimento geral da MTC no exterior.

O programa de mestrado da MTC oferecido pela BUCM e escola médica da Universidade de Barcelona desde Setembro de 2016, é o primeiro do tipo oficialmente credenciado pela União Europeia. Enquanto isso, em colaboração com a Universidade Politécnica de Kwantlen, no Canadá, a BUCM opera o primeiro programa de bacharelato conjunto na América do Norte. Em cooperação com as universidades e instituições estrangeiras, a instituição também instalou centros de MTC na Rússia, Austrália e Estados Unidos, criando plataformas integradas para serviços, educação e pesquisa médica.

O presidente da BUCM, Xu Anlong, disse que embora a MTC seja popular em muitos países ocidentais, são necessárias mais estratégias para integrá-la no sistema de medicina internacional. Os centros de MTC cultivaram eficazmente praticantes no mundo, segundo Xu. “No entanto, o que é mais importante é que a efectividade da MTC ganhou reconhecimento entre as pessoas locais. O centro na Rússia é muito popular e eu conheço alguns pacientes que conduziram durante mais de 10 horas para lá serem tratados”.

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