O Banco Sol pretende contribuir para bancarização da comunidade chinesa residente no país, através da criação de agências especializadas com serviços próprios, para atendimento personalizado

Dadas as dificuldades que os empresários e a comunidade chinesa em geral enfrentam, o empresariado chinês pretende criar politicas que facilitem o seu acesso à banca angolana.

De acordo com o presidente da Câmara de Comércio Angola-China, Manuel Calado, que falava esta semana, em Luanda, no final de um encontro denominado “Simpósio de Fomento de Negócio e Parcerias entre Angola e a China”, as dificuldades de comunicação e segurança dos chineses em aderir aos serviços bancários obriga a criação de agências especializadas.

Por outro lado, Manuel Calado disse existir por parte dos chineses a pretensão de cooperar com o Banco Sol no sentido de conceder crédito habitacional aos jovens angolanos interessados em adquirir habitação em projectos promovidos por chineses. “Como se sabe, os chineses têm uma grande ligação na área de habitação e imobiliária, mas não conseguem vender pelo facto de os jovens encontrarem dificuldades em pagar”, frisou.

Por isso, acrescentou que se “pretende estabelecer uma ligação com o Banco Sol, no sentido de fazer concessão de crédito aos jovens, sendo que o banco paga ao chinês e este, posteriormente, aos jovens angolanos que, enfim, pagarão ao banco, e assim resolver dois problemas de uma só vez”, frisou.

Por sua vez, o Presidente do Conselho de Administração do Banco Sol, Coutinho Miguel, salientou que, a eventual entrada em funcionamento dessas agências especializadas, sinaliza a internacionalização do banco. Referiu que o banco tem estado a realizar actividades para adequar o sistema financeiro angolano às normas e boas práticas internacionais, trazendo benefícios aos seus clientes.

O responsável mostrou também a disponibilidade de continuar a prestar da melhor forma os seus serviços, não só a nível interno como também no exterior do país.

Coutinho Miguel referiu que desde a sua fundação o Banco Sol preocupa-se em desenvolver um papel muito importante nas acções financeiras internacionais, principalmente em dólares, euros, através da rede de vários correspondentes que aproximam as empresas angolanas.

Reconheceu que a China tem sido um parceiro muito importante para Angola quer nos momentos difíceis, assim como no processo de construção do país. Concluiu dizendo que o Banco Sol reafirma que existe na sua conta de clientes um universo de empresas chinesas.

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