O cidadão Alberto Camota, 21 anos, foi espancado até à morte pelo seu amigo António Samuamba Sangumbe, 24 anos, numa das vias do bairro Candimba, município do Bailundo, província do Huambo, segundo uma nota de imprensa do Gabinete de Comunicação e Imagem do Comando Provincial da Polícia Nacional.

O suposto autor deste crime que resultou de um desentendimento entre os dois amigos, às 00h30 de Sexta-feira, 23, durante um convívio, já se encontra sob alçada dos peritos do Serviço Provincial de Investigação Criminal no Huambo. Já o jovem Geraldo Henriques Chitemo, 33 anos, perdeu a vida ao despistar-se com a viatura em que seguia, de marca Mitsubishi L200, cor cinzenta, matrícula LD-86-61-FM, às 14h30 do mesmo dia, no bairro Benfica, município do Huambo.

A forma como o acidente ocorreu e pelos dados recolhidos no local, levou os agentes da Polícia de Trânsito a presumirem que o excesso de velocidade foi a causa do acidente. Além desse acidente de viação, a Polícia de Trânsito registou oito ocorrências (mais duas em relação ao período anterior), tendo como consequências, um total de três mortos e nove feridos. Estes foram os quatro casos de morte chegados aos piquetes das Unidades de Polícia do Huambo, de Sexta-feira a Domingo, concretamente durante as festas de Natal, de acordo com o documento a que OPAÍS teve acesso.

Durante esse período, o Comando Provincial da Polícia Nacional no Huambo registou 34 crimes diversos, um aumento de 18 casos em relação ao período anterior, dos quais nove foram esclarecidos e resultaram na detenção 28 cidadãos acusados de serem os respectivos autores. Quanto à sua tipicidade, foram, designadamente, 14 crimes contra pessoas, 18 contra a propriedade e dois contra a ordem e tranquilidade públicas. O município do Huambo foi a localidade em que mais crimes tiveram lugar (19 casos), seguido pela Caála com quatro, o Bailundo e Ukuma ficaram em terceiro lugar com três crimes cada, seguido- se-lhes os municípios do Ekunha com dois.

Os municípios do Longonjo, Tchindjendje, Katchiungo e Londuimbali foram os mais pacíficos com o registo de apenas um caso cada um . Durante a madrugada de 25 de Dezembro, consagrada pelos cristãos como do nascimento de Jesus Cristo, a Polícia deteve, às 00h39, um cidadão de 25 anos que mantinha uma arma de fogo do tipo Makarov nº C60018, sem carregador, guardada numa cantina, no bairro Camussamba, município do Huambo.

Quatro mortos durante as festividades do Natal na Huíla Nos dias 24 e 25, quatro habitantes da província da Huíla

perderam a vida, designadamente duas por homicídio e outras por acidentes de viação, segundo o porta-voz do Comando Provincial da Polícia. Foi registado um total de 18 crimes diversos, dos quais 12 foram esclarecidos e resultaram na detenção de 15 cidadãos. Cinco crimes de ofensas corporais, cinco furtos de artigos diversos, uma ofensa corporal com ameaça de morte, um crime de ofensas corporais que resultou em danos, um de injúrias contra um agente da autoridade, um que resultou em danos, um por cultivo de canábis (vulgo liamba), um homicídio voluntário (Lubango) e outro homicídio voluntário decorrido de ofensa corporal (Cacula). Estes dois crimes foram abordados com pormenores acrescidos na edição de ontem, de OPAÍS.

O porta-voz da Polícia na Huíla, superintendente Carlos Alberto, lamentou que tais actos tenham ocorrido apesar dos constantes apelos feitos pelas autoridades, no sentido de os casais não enveredarem por actos de violência doméstica. No seu ponto de vista, pelo facto de nesse período do ano as pessoas terem mais dinheiro em mãos, muitos exigem a liquidação de eventuais dívidas, situação que nalguns casos desembocam em actos de violência acentuada.

Outros casos decorrem de desavenças, da desarmonia familiar, como mera consequência do consumo de álcool. “Veja que esses crimes ocorreram em residências, perpetrados normalmente por pessoas conhecidas das vítimas”, sublinhou. O superintendente Carlos Alberto apela os cidadãos a acatarem os conselhos da Polícia Nacional, visando uma prevenção efectiva e à denúncia de crimes que tenham nas localidades, assim como dos seus prevaricadores. “Para que a quadra festiva decorra com normalidade, num ambiente de paz, de ordem e de tranquilidade”, aconselhou.

Comentários

comentários