Pelo menos 15 suspeitos estão desde a passada Sexta-feira detidos pelo Comando Municipal da Polícia do Lubango por alegado envolvimento no desvio de mais de um milhão e 800 mil litros de combustível.

O carregamento destinava- se à PRODEL- Empresa Pública de Distribuição de Energia. De acordo com fontes de OPAIS, entre os indiciados encontrar-se- ão responsáveis do Serviço de Investigação Criminal (SIC) da província, nomeadamente um superintendente chefe A. S. e o seu adjunto da mesma patente A. T.. Alguém ligado às operações do mesmo órgão, A. A., também estará entre as figuras apontadas como estando na origem do descaminho de elevadas quantidades de combustível a partir dos pontos de transportação do produto, os portos do Namibe e do Lobito (província de Benguela).

Nos últimos dois meses o combustível desviado para o mercado paralelo, avança ainda a nossa fonte, terá rendido aos supostos infractores cerca de 300 milhões de Kwanzas. O fornecimento da energia eléctrica na província da Huíla depende da barragem hidroeléctrica da Matala, que se debate com o baixo caudal do rio Cunene, mas também de fontes alternativas, estas porém, afectadas por falta de combustível.

A PRODEL praticamente não tem encontrado nos últimos dias soluções para evitar o apagão que invariavelmente se regista na cidade do Lubango e arredores devido ao irregular fornecimento de combustível para os grupos geradores. “Já estamos habituados aos constantes e arreliantes cortes de energia. Mas quando se sabe que há pessoas envolvidas nesta desgraça nada mais queremos senão pedir justiça”, disse ao nosso jornal um antigo habitante da cidade capital da província da Huíla, acrescentando que os constantes cortes de energia perturbam a vida dos citadinos e também da produtividade das empresas.

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