A eleição de um novo presidente e a aprovação da estratégia eleitoral são os assuntos agendados para o conclave.

O processo preparatório do IV congresso do Partido de Renovação Social (PRS), já convocado para os dias 29, 30 e 31 de Maio próximo, decorre na normalidade, tendo já sido criados os grupos de trabalho para o efeito, segundo adiantou ontem, em exclusivo a OPAÍS, o coordenador da comissão organizadora, Manuel Muxito. “Já foram criadas as subcomissões de trabalho e já trabalham para a realização das conferências municipais e comunais visando eleger os delegados ao congresso e os candidatos a membros do Comité Nacional”, detalhou.

Segundo a fonte, o congresso deverá balancear as actividades, apreciar e aprovar o relatório quinquenal, a estratégia eleitoral, o programa de governo para o período 2017/2022, as emendas introduzidas no programa e nos estatutos, assim como a eleição dos órgãos de direcção, o Comité Nacional e o presidente do partido. Sobre lista dos candidatos a deputados, disse que se trata de uma matéria exclusiva ao Comité Nacional que, ao abrigo dos estatutos, deve pronunciar-se sobre as candidaturas. “As candidaturas já estão abertas. Estamos à espera da recepção dos processos”, frisou, adiantando que o processo teve início com a convocação do congresso a 27 de Fevereiro, estando a conclusão prevista para 31 de Março.

Relativamente aos candidatos que manifestaram interesse de ocupar o “cadeirão máximo do PRS”, nomeadamente o actual secretário-geral Benedito Daniel, assim como o ex-deputado e vice- ministro da Indústria, Sapalo António e do ex-ministro da Ciência e Tecnologia, João Baptista Ngandagina, referiu que eles ainda não formalizaram as candidaturas. “A comissão espera pela formalização das candidaturas e depois de seguirem os trâmites legais, no âmbito dos instrumentos jurídicos que orientam a preparação do IV congresso, aprová-los, e os que forem aprovados já poderão ser considerados candidatos”, esclareceu. Indicou que o prazo estipulado para a aprovação das candidaturas é de sete dias, para a comissão fazer todo o procedimento e pronunciar-se.

Questionado se Eduardo Kwangana, mesmo doente será candidato, Manuel Muxito disse não ter qualquer informação. “Nós, comissão, iremos nos pronunciar quando efectivamente estivermos informados de que se vai candidatar ou não, tanto ele como os outros que se consideram candidatos. Ainda não temos qualquer pronunciamento”, sublinhou. A fonte declarou que participarão no congresso cerca de 711 delegados, num universo de mais de 3 milhões de militantes do partido. Fundado em 1990, em 2012 o PRS elegeu três deputados à Assembleia Nacional (AN), menos cinco que teve em 2008. É um partido que se define como sendo de centro-esquerda e segue a ideologia do federalismo progressista.

Os candidatos

Benedito Daniel, actual secretário- geral, posiciona-se como o sucessor de Eduardo Kwangana. Neste momento é o líder parlamentar, tendo garantido a OPAÍS ser concorrente, porém, espera pela aprovação da comissão preparatória. Sapalo António foi o primeiro a manifestar a intenção de concorrer, já foi vice-ministro da Indústria no Governo de Unidade e Reconciliação Nacional (GURN), deputado e líder parlamentar. João Baptista Ngandagina já foi deputado, ministro da Ciência e Tecnologia no GURN e secretário- geral do partido. Não exerce a política activa deste que deixou o Governo. Eduardo Kuangana é ainda presidente do partido, e segundo algumas fontes é improvável que se candidate, por razões de saúde. Lidera o PRS há mais de 20 anos.

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