A refinaria vai ser construída na província do Namibe, Sul do país, e poderá processar até 400 mil barris de petróleo/dia. Consta no contrato a interligação dos Caminhos-de-ferro de Moçâmedes e de Benguela.

Dois grupos russos, Rail Standard Service e Fortland Consulting Company vão investir 12 mil milhões de dólares na construção de uma refinaria no Namibe e numa ligação ferroviária entre as linhas de caminho- de-ferro de Benguela e de Moçâmedes, de acordo com um Despacho Presidencial.

O despacho que viabiliza o contracto de investimento privado informa que quando a refinaria atingir o pico da produção, 11 anos após o início das operações estará a processar 400 mil barris de petróleo por dia, valor que equivale a um quarto da produção diária de Angola.

O investimento envolve ainda a execução de infra-estruturas integradas de apoio ao projecto, “nomeadamente a construção e administração de uma área habitacional destinada ao alojamento dos trabalhadores, cais de acostagem, central eléctrica e uma linha férrea que liga o Caminho-de-Ferro de Moçâmedes [Namibe] ao Caminho-de- Ferro de Benguela”, lê-se no contracto com a Unidade Técnica de Investimento Privado (UTIP).

O projecto será executado pela Namref, sociedade veículo do investimento a constituir pelos dois grupos russos (75% de investimento pela Rail Standard Service e 25% pela Fortland Consulting Company) e por parceiros locais, conforme prevê o contracto, citado pela agência noticiosa Lusa. Além das licenças e terreno com mil hectares, o Estado angolano compromete-se, neste contracto, a comprar entre 28 mil barris diários de petróleo refinado (na primeira fase, dentro de três anos e meio) e 364 mil barris diários (na última fase, dentro de 11 anos).

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