O parlamento da Venezuela declarou o “abandono do cargo” do presidente Nicolás Maduro. A oposição, que detém a maioria na Assembleia Nacional, responsabiliza o chefe de Estado pela grave crise que afecta o país e pretende a destituição de Maduro, com vista a novas eleições.

O presidente do Parlamento, Julio Borges, explicou que se pretende “uma solução eleitoral para a crise venezuelana, para que as pessoas se possam exprimir através do voto. É esse o objectivo da Assembleia Nacional”. Mas o gesto deverá ser apenas simbólico, já que o Supremo Tribunal, que os opositores dizem estar controlado pelo governo, considera que a destituição do presidente não é competência dos deputados.

Maduro reagiu com ironia, numa resposta ao ministro da Educação Elias Jaua, dizendo que já não sabe se “ainda é presidente” e que o melhor seria “telefonar [ao presidente do Parlamento] Julio Borges, para ver o que ele tem para dizer”.

Face às “críticas”, Maduro diz ser “um homem honesto”.A oposição venezuelana passou vários meses em 2016 a tentar organizar um referendo revogatório à presidência de Maduro, mas os esforços foram minados pela Comissão Eleitoral, que os detratores do chefe de Estado acusam de apoiar o partido no poder.

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