Bolsas de Pesquisa e Desenvolvimento Curricular, destinadas a docentes universitários detentores dos graus académicos de doutor e mestre estão disponíveis na Embaixada dos Estados Unidos da América em Angola até ao próximo dia 1 de setembro de 2015. As oportunidades decorrem no âmbito de uma iniciativa denominada Fulbright African Research Scholar Program (ARSP), e são válidas para o ano académico 2016 – 2017

Destinadas a professores universitários ou a profissionais de instituições de pesquisa, as bolsas subdivididas em duas categorias, têm a duração de 3 a 9 meses e visam a realização de pesquisas em qualquer disciplina académica ou profissional nos Estados Unidos ao nível do doutoramento e tem início em Agosto de 2016 e terminam em Março de 2017.

A “bolsa de desenvolvimento curricular” é extensiva a administradores universitários para o desenvolvimento de currículos em qualquer disciplina no grau de Doutoramento e estabelece à que as propostas estejam relacionadas às obrigações profissionais dos candidatos e “demonstrem como o proponente utiliza o conhecimento adquirido para desenvolver novos cursos, currículos ou outros programas académicos” na instituição de origem. É opinião unanime no seio dos académicos angolanos que esta oportunidade devia ser aproveitada ao máximo atendendo as carências existentes no sector. Um terço dos professores do ensino superior angolano, incluindo público e privado, estão na categoria de assistentes estagiários, revela o último Relatório Social de Angola publicado pelo Centro de Estudos e Investigação Cientifica (CEIC) da Universidade Católica de Angola.

No universo académico angolano, cerca de 39% (1.621 em 4.129 docentes) estão na categoria de assistentes estagiários, a mais baixa e menos qualificada da carreira de docente universitário. No ensino universitário privado, a percentagem é de 36,9% e no público é de 46%. De acordo com o documento, no topo da carreira, ou seja, professor titular, estão 1.119 docentes, o que corresponde a 2,8% do universo e distribuídos pelas duas categorias, temos 2,8% no privado contra 2,2% de docentes desta categoria no ensino universitário público. Quanto aos professores associados, no ensino público são 1,6% do total, estando também abaixo do privado, que possui 5,6% dos seus docentes neste patamar, revela o estudo.

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