O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta Sextafeira que não descarta “uma possível opção militar” na Venezuela, imersa numa crise política e econômica. “Temos muitas opções para a Venezuela, incluindo uma possível opção militar se for necessário”, disse o presidente do seu clube de golfe em Bedminster (Nova Jersey), onde se encontra de férias.

Trump lembrou que a Venezuela é “vizinha” dos Estados Unidos e disse que “certamente” Washington poderia optar por uma operação militar para resolver a situação no país sul-americano, onde quatro meses de protestos contra o presidente Nicolás Maduro resultaram em violentos distúrbios, que deixaram pelo menos 125 mortos.

“Temos tropas no mundo todo em lugares muito distantes. A Venezuela não fica longe e as pessoas estão sofrendo e morrendo”, disse a jornalistas. O ministro venezuelano da Defesa, general Vladimir Padrino López, reagiu afirmando que a ameaça de Trump “é um acto de loucura, de supremo extremismo, de uma elite extremista que governa os Estados Unidos”.

“Como soldado, junto à FANB (Força Armada Nacional Bolivariana) e junto ao povo, estou certo de que todos estaremos na linha da frente na defesa dos interesses e da soberania de nossa amada Venezuela”, declarou Padrino à TV estatal.

O chanceler chileno, Heraldo Muñoz, repudiou a posição de Trump afirmando no Twitter que o governo de Michelle Bachelet “rejeita qualquer ameaça de intervenção militar na Venezuela”. Muñoz defendeu a ‘Declaração de Lima’, firmada esta semana por 12 países do continente, que pede uma “negociação” para se chegar a uma “solução duradoura” na Venezuela.

Horas após a ameaça de Trump, a Casa Branca informou que o presidente “conversará com prazer com o líder da Venezuela assim que a democracia for restaurada neste país”. “Os Estados Unidos estão com o povo da Venezuela diante da contínua repressão do regime de Maduro”, acrescentou o comunicado

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