O que nos falta, de facto, é mais atenção ao meio ambiente. De cada cidadão. O que enfrentamos agora, depois do anúncio do Governo, são duas doenças ao mesmo tempo parecidas na sua causa e diferentes no que são e nos efeitos. E até no tratamento. A cólera, que resulta da infecção por um vibrião, pode, se a resposta for rápida, ser enfrentada e vencida com relativa facilidade.

Basta um bom saneamento do meio, boa hidratação dos doentes e a medicação prescrita. É controlável. Já o Zika tem outro problema, trata-se de um vírus. E tudo o que é vírus é difícil de lidar. Só se vai lá com os antibióticos correntes. No entanto, tal como no caso da cólera, o saneamento ambiental é fundamental para o seu controlo. O vírus Zika é transmitido pelo mosquito.

O mesmo da febre amarela e da chicungúnia, um mosquito cob! O kit completo de doenças. O caminho mais rápido para o controlo do Zika passa por eliminar o mosquito, parar a sua reprodução, o que é um desafio enorme em plena época chuvosa. Ou seja, estamos com as doenças dos charcos. Das águas paradas.

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