Dezenas de mulheres marcharam, Sábado último, em Luanda, do ‘Largo dos Congolenses’ ao Largo das Heroínas repudiando a penalização do aborto. Defendem que deva existir excepções na penalização, bem como liberdade de decisão por parte da mulher.

As mulheres que se apresentaram na marcha pela despenalização do aborto concordam que constitui um retrocesso na história da conquista dos direitos das mulheres e, em particular, da sua liberdade de decisão, tal criminalização. Por esta razão, querem que as suas vozes sejam ouvidas também a favor daquelas que perderam a vida na prática de um aborto clandestino.

As manifestantes vestidas de tshirts brancas, com os dizeres “voto aborto legal e seguro”, na parte de frente e “sou livre! Eu decido”, e apresentando cartazes com mensagens “salvem as vítimas de abortos clandestinos” ou “não criminaliza a mulher”, conquistavam mais gente a cada metro que caminhavam. Para Telma Monteiro, da comissão organizadora, os abortos clandestinos são um atentado à saúde pública e à vida da mulher, pelo que é justo o posicionamento firme contra a penalização do mesmo.

Aquelas mulheres exigem que seja retirada do ante-projecto de Código Penal a criminalização do aborto, pelas lutas e avanços conseguidos nas conquistas árduas dos direitos das mulheres e pelos compromissos internacionalmente assumidos para a protecção dos direitos sexuais e reprodutivos.

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