É melhor mesmo falarmos só de outra coisa. Estamos em Março e há muitos assuntos por abordar, sobre a mulher, sobretudo. Nos últimos dois anos tenho tido electricidade em casa, quase sem falhas, ao ponto de me ter decidido a não mais ligar o gerador. Se falhasse, eu aguentava o barulho dos geradores dos vizinhos.

Não ligo e pronto. Mas eram falhas de horas, uma vez ou outra. A minha resistência era só para irritar os vendedores de geradores, os funcionários das bombas de combustíveis que pedem caução por cada jerrican cheio e outros. Há dias encontrei o gerador ligado. A senhora que trabalha lá em casa, a D. Bela, tinha ligado a máquina, que já nem bateria tinha.

Ela desencantou ferramentas, bateria do vizinho e ligou. Ela tinha a máquina da roupa por ligar, o ferro de engomar, a chapa para grelhar o peixe, etc. coisas em que eu, homem, não pensei na minha vaidade revolucionária anti-gerador à espera de Laúcas e outras. As mulheres sabem o que querem e sabem como resolver os seus problemas, sabem como se impor. E nós a irritá-las em pleno Março… vem bronca aí, vamos só esperar… noutro dia digo. Ou elas mostram.

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