Com a entrada em exploração de um novo campo, o grupo italiano vai conseguir extrair do bloco 15/06, 150 mil barris de petróleo/dia, aumentando assim a sua produção

O Grupo Italiano ENI prevê aumentar, este ano, a sua produção diária em Angola de 120 mil para 150 mil barris de petróleo. A informação foi avançada por Claudio Descalzi, administrador delegado da companhia.

“Nos próximos anos chegaremos aos 150.000 barris/dia. Já estamos nos 120.000 por dia, então, estamos a falar de um crescimento produtivo que dará uma contribuição extraordinária à Angola”, considerou.

Segundo uma nota da petrolífera, a extracção de petróleo foi feita no novo campo de produção localizado no bloco 15/06 do mar de Angola, denominado “Cabaça Sudeste”, cinco meses antes do previsto e apenas três anos após o início dos trabalhos. “Angola está aumentando em termos de produção, está a tornar-se num dos países principais para a Eni. Depois da Líbia, Egipto e Noruega, é o país que dará a maior contribuição à produção, e ainda temos grandes possibilidades de melhorar”, frisou o responsável.

Segundo a nota, pela primeira vez, a ENI usou o seu novo modelo estratégico, que prevê uma fase de pesquisa em 18 meses paralelamente ao início do desenvolvimento, ou seja, a petrolífera sobrepôs o desenvolvimento à fase da pesquisa e, ao mesmo tempo, começou a desenvolver as fases do projecto.

A produção neste campo é feita com recurso à Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Descarga (FPSO, na sigla em inglês) Armada Olombendo, que pode armazenar 80 mil barris de petróleo por dia e comprimir até 3,4 milhões de metros cúbicos de gás/dia.

O grupo é o operador do bloco 15/06, com uma participação de 36,84%, tendo como parceiros a estatal Sonangol (36,84%) e a SSI Fifteen (26,32%).

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