MAT garante que a primeira fase, iniciada a 25 de Agosto, decorreu sem sobressaltos, tendo registado um milhão e novecentos mil cidadãos.

yuA porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), Júlia Ferreira, referiu que o simples facto de o Ministério da Administração do Território (MAT) ter feito a entrega do relatório da primeira fase do processo de actualização do registo eleitoral constitui um acto de transparência do mesmo. A responsável, que falava à margem da cerimónia oficial da entrega do relatório da primeira fase do processo, designada como o período de actualização de dados pessoais e prova de vida, garantiu que com a obtenção de dados importantes contidos no relatório, a CNE vai “arregaçar as mangas” para supervisionar o processo.

“Significa que vamos começar desde já a trabalhar com esses dados e informações importantes que nos foram prestadas e vamos alinhá-las a outras que nós vamos acolher, desde a supervisão do registo eleitoral que já iniciamos no dia 03 do corrente mês”, disse Júlia Ferreira, alegando que a junção de dados referentes ao relatório do progresso entregues pelo MAT com os relatórios que vão ser efectuados pelas equipas de supervisão da CNE, vai permitir o tratamento adequado dos dados referentes às operações do registo eleitoral.

A porta-voz fez saber que a maior prioridade da CNE no momento é verificar o estado de conservação das instalações que albergarão, em 2017, as assembleias de votos. Revelou que a Comissão Eleitoral pretende saber se as referidas instituições estão, ou não, em condições de acolher os cidadãos para exercerem o seu direito de voto.

O acto de transmissão do relatório do MAT à CNE foi presidido pelo seu titular, o ministro Bornito de Sousa, que efectuou a entrega ao presidente da Comissão Eleitoral André da Silva Neto. Na ocasião, o director nacional das Tecnologias e Apoio ao Processo Eleitoral, António Lemos, garantiu em declarações à imprensa que a primeira fase do processo, designada como o período de actualização de dados pessoais e prova de vida, iniciada a 25 de Agosto, decorreu sem sobressaltos, tendo registado um milhão e novecentos mil cidadãos.

O responsável referiu que constam no supracitado relatório informações ligadas ao funcionamento dos fiscais dos partidos políticos e a mobilidade das brigadas que foram reforçadas com a entrada de novos brigadistas, evolução que permitiu atingir a meta prevista de colocar 4500 brigadistas a cobrir o processo em todo o país.

“Acredito que com a entrada destes brigadistas estaremos mais confortáveis, no sentido de alcançarmos as metas estabelecidas”, considerou António de Lemos, assegurando que o MAT já está a trabalhar para que a próxima fase do processo, que vai assegurar o registo de novos eleitores e a tiragem da 2ª via dos cartões eleitorais, comece ainda na segunda quinzena do mês em curso. Acerca da mobilização porta a porta, para o processo, António Lemos afirmou que o início da mesma está previsto já para Novembro. Salientou que estão em curso os trabalhos para as áreas de difícil acesso, e que com os relatórios das províncias será possível intervir com o apoio da Força Aérea.

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