Em menos de um mês, a escola do ensino primário Deolinda Rodrigues, sob nº 6 no município do Lobito, foi alvo de actos de delinquência perpetrados por autores desconhecidos, que roubaram equipamentos e vandalizaram escritórios do estabelecimento.

A escola primária Deolinda Rodrigues, localizada no bairro da Caponte, no município do Lobito, foi assaltada pela terceira vez, em pouco mais de três semanas, na madrugada de Sábado, dia 18 de Fevereiro. Desta feita, uma janela de vidro da secretaria foi partida, permitindo a entrada aos marginais que, não só roubaram material didáctico, como deitaram tintas de várias cores sobre as paredes, secretárias, armários e diversos documentos, inutilizando-os.

Sebastião Cordeiro, coordenador da comissão de pais e encarregados de educação da referida escola, contou que os ataques começaram há três anos, num único “assalto de grande vulto” em que “o guarda foi encontrado amarrado.” Na época, segundo o responsável pela associação de pais, “os meliantes levaram material informático”. Então, como medida preventiva, grades foram colocadas em algumas portas e janelas, com a comparticipação dos pais. Jaime Caliongo, director da escola há quase oito anos, admitiu que as acções criminais contra aquela instituição começaram em 2014.

Num dia em que o guarda foi espancado, chegando a ir parar ao hospital. Porém, nos assaltos deste ano, “estão a levar material didáctico, livros, jogos” e, “é sempre um furto seguido de uma forma de vandalizar”, informou Sebastião Cordeiro. Acaso ou não, apesar de a escola possuir três seguranças trabalhando rotativamente, os quatro actos criminais ocorreram em dias em que o mesmo indivíduo, supostamente, já com alguma idade, se encontrava de serviço. Para Sebastião, há programação da parte dos vândalos e acredita que “quem está a fazer isto tem estado a controlar porque, é sempre o mesmo guarda”, alegadamente, um senhor “em idade de reforma”. De acordo com o testemunho do coordenador Cordeiro, “a polícia esteve cá, no sentido de averiguar”. Contudo, em relação às três ocorrências, a resposta dos investigadores tem sido “até aqui, estamos a aguardar”.

Danos, atrasos e algum medo Avaliando os prejuízos apurados, Jaime Caliongo referiu que “as cadernetas do primeiro ciclo foram todas pintadas pelos homens do alheio”, ao que se juntam “livros de matrículas” e documentos emitidos “na semana passada, também foram borrados”. A situação causará retrocesso, “um transtorno para nós”. Terá que “se recorrer outra vez aos alunos, aqueles que foram afectados”, enunciou o director, para reelaborar os processos, uma vez que não existem fotocópias arquivadas como medida de segurança. Relativamente aos presumíveis protagonistas desses crimes, nenhum dado ou pista em concreto foram adiantados sobre a sua autoria ou responsabilidade. Sebastião Cordeiro adiantou que agora “o medo paira sempre sobre nós. As professoras acham-se já indefesas”, pois não sabem se os criminosos poderão atacar em pleno horário de expediente, mesmo em horário de aulas, com as crianças na escola. Refira-se que a primeira reunião com os encarregados de educação afectos à escola, será realizada Sábado, e os vestígios dos actos de vandalismo serão expostos. Não foi possível obter quaisquer declarações da polícia local, uma vez que uma espécie de “jogo de ping-pong” teve lugar, com a TV Zimbo e O PAÍS a fazerem de bola. Tanto a televisão e o jornal, deslocaram-se à 1ª Esquadra do Lobito que apontou-lhes a rota para o comando municipal. Daí, o porta-voz provincial da polícia foi indicado como sendo o único que poderia pronunciar- se sobre os episódios, que lamentavelmente se tornou incontactável.

Segundo filho torna as famílias chinesas mais felizes, diz pesquisa

umA pesquisa, realizada conjuntamente pelo Canal de Notícias Rádio Guangdong e vários websites de fertilidade, entrevistou quase 10 mil famílias do tipo, com 63% a relatarem sentimentos de maior felicidade depois do parto do segundo filho. A principal razão para isso, revelaram, é ver as duas crianças a crescerem juntas. Depois de décadas de vigência da política do filho único, muitos pais se preocupavam em saber se o seu primeiro filho aceitaria um irmão mais novo. Porém, a pesquisa mostrou que 44% das crianças nessas famílias estão a interagir bem com o irmão mais novo, e apenas 1,5% não podem aceitá-lo.

“Embora ter o segundo filho seja frequentemente descrito como cansativo, não é um ônus mas uma felicidade ao ver duas crianças a começarem a se dar bem e sendo uma companhia uma para a outra”, disse Zhu Yuzi, uma mãe de dois filhos que trabalhou para a equipa de pesquisa. Tendo como início no final dos anos 1970, a política de filho único foi extinta na China em 1º de Janeiro de 2016, quando o governo permitiu que os casais casados tivessem duas crianças. Em 2016, havia 18,67 milhões de recém-nascidos na China, 11% mais do que em 2015, e cerca de 45% deles não eram o primeiro filho, segundo a Comissão Nacional da Saúde e do Planeamento Familiar.

Enquanto o segundo filho traz felicidade para muitas famílias, também produz diversos problemas, principalmente em relação ao dinheiro e tempo. Wang Sha, de 29 anos, é mãe de um menino de cinco anos e uma menina de sete meses. Ela concordou que ter irmãos é bom para crianças, mas que também é estressante. “Criar dois filhos é um grande desafio financeiro e exige muito tempo, então nós não teremos o terceiro bebê mesmo que a política permita”, disse Wang, dona de casa em Beijing.

Segundo a pesquisa, embora os maridos em 47% das famílias ajudem mais depois do nascimento do segundo filho, 57% das mulheres disseram que tiveram de deixar o emprego para cuidar das crianças. Dong Yuzheng, director da Academia de Guangdong para o Desenvolvimento Populacional, indicou que a pesquisa pode ter aliviado muitas das preocupações das pessoas sobre o segundo filho, mas também mostrou que os problemas precisam ser solucionados com a ajuda do governo. “Os assuntos relacionados, incluindo as políticas de emprego e educação e o estabelecimento de diversas instalações públicas, devem ser projectados adequadamente sob a gestão social”, comentou Dong.

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