O calendário do sub-sistema de ensino geral para 2017 compreende 47 semanas, sendo 38 lectivas, equivalendo a 180 dias de aulas. A abertura oficial acontece a 31 de Janeiro, o inicio das actividades lectivas a 1 de Fevereiro e o fim previsto para 15 de Dezembro. Entretanto para pais e encarregados começaram as primeiras dores de cabeça do ano

O director do Ensino Geral do Ministerio da Educação, João Cristovão Diogo Cafuquena, estima que mais de 9 milhões de alunos poderão frequentar o ano lectivo, mas não descarta a possibilidade de se alcançar a cifra de 10 milhões.

Para aliviar a carência de docentes novos 9 mil professores serão admitidos ainda em 2017. Neste momento alguns já foram recrutados estando a decorrer o processo de admissão. Outros poderão ser recrutados mediante criação de condições afins que não dependem apenas do sector da educação.

“Algumas províncias já realizaram os concursos, em outras os processos estão em fase de homologação nas estruturas centrais do Ministerio da Educação. É sabido que esta situação poderá provocar constrangimentos porque o número é insuficiente” referiu aquele responsavel.

Entretanto engana-se quem pensa que, com a admissão deste leque de docentes termina o crónico problema de falta de professores nas instituições escolares angolanas.

Estimativas indicam que para colmatar o défice seriam necessários ao menos 44 mil novos professores. Cafuquena revelou que só no ensino primário e iniciação o país terá acima de 103 mil alunos pelo que continuarão a existir as polémicas turmas com 60 a 70 alunos.

O país conta actualmente, contando os 9 mil a serem admitidos com 183 mil 963 professores, disse aquele responável.

No calendário para este ano, a abertura oficial acontece a 31 de Janeiro, o inicio das actividades lectivas está fixado para 1 de Fevereiro e o fim previsto para 15 de Dezembro; foram reservados 10 dias úteis para a avaliação do rendimento escolar no primeiro e segundo trimestres e 15 para o trabalho de classificação, conselho de notas e divulgação dos resultados.

No primeiro trimestre, para além da pausa pedagógica prevista, haverá ainda duas interrupções de aulas de dois dias para o Carnaval e a Páscoa.

Segundo o calendário publicado pelo Ministério da Educação (MED), no primeiro e segundo trimestres foram reservadas também duas semanas de pausa para os alunos, de forma a permitir uma melhor articulação entre as actividades docente educativa e exames extraordinários.

No terceiro trimestre, o prazo destinado à realização da avaliação mantém-se, mas aumenta o tempo para a classificação e conselhos de notas devido ao facto de, neste período, se realizar provas de escola, exames normais, especiais e de recurso, para militares, atletas de alta competição, estudantes provenientes do estrangeiro e alunos regulares que, por razões fundamentadas, não puderam participar na época de frequência /exame ou aqueles que tenham disciplinas em atraso.

As actividades extra-escolares devem ser realizadas no período oposto ao das aulas visto que o horário diário não pode ter mais de seis tempos lectivos.

O calendário escolar nacional constitui a base sobre a qual assenta o trabalho organizativo do MED, influenciando, por isso, a planificação e gestão de todo o processo docente-educativo nos níveis de educação pré-escolar (classe de iniciação), ensino primário e secundário.

Pausa para eleições não esta prevista

Salta à vista o facto de o calendário do presente ano lectivo não prever uma pausa para as eleições marcadas para 2017.

Uma fonte do Ministério da Educação disse ser impossivel prever o que não está marcado e que tão-logo sejam convocadas as eleições seria possivel fazer ajustes sem “danos maiores para o calendario aprovado”.

Entretanto António Pacavira, reportando-se ao passado, alerta que é preciso repensar o calendário. A titulo de exemplo cita o facto de grande parte dos colégios terem servido de assembleias de voto nos pleitos passados pelo que esta paragem deveria se prevista de forma indicativa para o mês de Agosto.

“Estamos todos a torcer para que as eleições sejam marcadas para esse mesmo periodo (Agosto) para não acontecer como em 2012 em que foi por via do noticiario da Radio Nacional que tivemos de parar com as aulas”.

Pacavira apela para que os politicos tenham mais “sensibilidade” para com o sector da educação e procurarem marcar as eleições para o periodo de pausa que está prevista para a segunda quinzena de Agosto de forma a atrapalhar menos o decurso do ano lectivo.

António Pacavira reconhece que os interesses nacionais devem ser salvaguardados e a realização de eleições se encaixe nesse tipo de interesses, mas adverte “como educador penso que criaremos muito mais harmonia se as eleições ocorrerem dentro do período da pausa pedagogica”.

Benguela acolhe abertura do ano lectivo

A província de Benguela (litoral Sul de Angola) acolhe a abertura do ano lectivo 2017, soube o jornal OPAIS.

Uma presença garantida para o acto é do ministro da Educação, segundo garantiu director do Ensino Geral do Ministerio da Educação João Cafuquena. Entretanto não se discarta a presença de entidades a outro nivel como ocorre em actos anteriores.

O ano lectivo passado, Benguela teve um aproveitamento que se cifrou em 80%, num universo de 898 mil e 351 alunos matriculados, segundo revelou o director provincial da Educação na província, Samuel Maleze Quinda.

Atenção aos velhos problemas de burlas e gasosa

Os responsaveis do sector da educação vão repetindo os apelos para que os pais e encarregados de educação não usem o velho esquena de “gasosas” para ter acesso a vagas nas escolas no presente ano lectivo. A intenção é absorver o maior numero de cadidadatos pelo que o ingresso deve ser procurado pelas vias oficiais e legais.

Nesta ltura do ano os burladores rondam as instituições escolares e atacam com a oferta de facilidades que não estão ao seu alcance.

A Associação do Ensino Privado, apesar de reconhecer que a fiscalização do processo é responsabilidade da inspecção escolar, chama a atenção para as cobranças de emolumentos indevidos e incentiva os pais a usarem a via da denúncia.

Para tal disponibiliza os telemoveis 923383620 e 991726867 como contactos válidos para que se lhe sejan dadas a conhecer situações irregulares que possam ocorrer.

Ensino privado espera 500 mil alunos em 2017

Considerando-se já o maior parceiro do governo na implementação das politicas de educação e ensino em Angola, a Associação do Nacional do Ensino Privado, ANEP, também ajusta-se as necessidades de 2017. Segundo António Pacavira, presidente da ANEP a bem da maioria da população a propina nas instituições associadas aquela organização vão continuar na média nacional de 16 mil kuanzas, tal como ocorreu o ano lectivo passado.

Pacavira chama aatenção para instituições não filiadas na ANEP e umas duas ou tres afiliadas que decidiram por conta propria subir as suas propinas. “Nós não temos poder coersivo pelo que não podemos impedir estas subidas, mas elas devem ser homologadas pelo Ministerio da educação” disse.

Para um grupo de escolas que praticam preços excessivamente altos para o mercado angolano aquele dirigente associativo descartou serem membros da ANEP. “Algumas escolas tem perfil internacional e não são nossas associadas” descartou.

Pacavira vangloria-se do facto de nesta altura o ensino privado deter o maior numero de alunos no ensino de cursos de saúde, mas adverte os pais a tomarem cuidado com abertura de novas ofertas nesta vertente. “Apenas a 17 de Janeiro saberemos que novas escolas poderão administrar novos cursos de saúde” pelos que os encarregados devem estar atentos a isso.

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