Estevão Pedro, que passou, desde o início deste mês, a presidir ao Conselho de Governadores da OPEP, afirma que o apoio de Angola aos acordos que impõem cortes na produção petrolífera, firmados dentro da OPEP e entre a organização e outros produtores, é total. Acredita que os acordos vão ser aplicados e que mais países poderão aderir.

O conselho de governadores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) passou a ser presidido por Estevão Pedro desde o início deste ano, num momento em que a organização, aliada a outros 11 países produtores que nela não se encontram filiados, põe em prática a decisão de retirar diariamente cerca de 1,8 milhões de barris de petróleo bruto do mercado para estabilizar finalmente o preço da matéria-prima, cujo valor afundou para mínimos históricos (menos de 28 dólares por barril) no início do ano passado, recuperando 50% até ao final do ano.

Angola já presidiu à organização num momento em que foi preciso aplicar um acordo que fixava limites à produção de cada país membro. A situação actual é mais complicada, envolvendo muitos mais países e estando o mercado encharcado de petróleo, com os stocks muito acima dos níveis habituais.

Numa entrevista inédita, realizada em conjunto por todas as plataformas do grupo Media Nova (OPAÍS, TV Zimbo, Rádio Mais e Exame), Estevão Pedro, que já era governador da organização que reúne 14 países exportadores de petróleo e é director no Ministério dos Petróleos, mostra- se optimista quanto à aplicação do acordo, ou dos acordos, entre os membros da OPEP e entre esta e produtores não OPEP, entre os quais o maior produtor mundial, a Rússia, e revela que, do ponto de vista de Angola, um preço do barril superior àquele que serve de referência às contas do Orçamento Geral do Estado é bom.

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