Os Estados Unidos criticaram nesta Quarta-feira a visita do presidente Vladimir Putin à região da Abkházia, na Geórgia, e apoiada pela Rússia, qualificando como “inapropriada”. Em 2008, Rússia e Geórgia enfrentaram uma breve guerra pela região, que Putin visitou na Terça-feira, dia que marca o início desta disputa.

“Os Estados Unidos exortam à Rússia que retire as suas forças das posições anteriores à guerra pelo acordo de cessar-fogo de 2008 e reverta o reconhecimento das regiões da Abkházia e da Ossétia do Sul, na Geórgia”, disse o Departamento de Estado, referindo-se a outra região separatista.

A Abkházia é internacionalmente reconhecida como parte da Geórgia, que integrava a ex- União Soviética, mas a Rússia a vê como um país separado, junto com a Ossétia do Sul, após a guerra com Tbilisi. Moscou tem milhares de tropas alocadas nas duas regiões, que a Geórgia chama de ocupação militar, e as apoia financeiramente. Durante a sua visita, Putin enfatizou que a Rússia “garante firmemente a segurança e a autosuficiência da Abecásia, sua independência.

E estou certo de que isso continuará futuramente”. A Geórgia reagiu furiosamente, chamando a sua visita de “acção cínica” e dizendo que isto representava a continuação da “política deliberada [de Moscovo] contra a Geórgia”. Nesta Quarta-feira, os Estados Unidos reiteraram o seu apoio total à Geórgia e a sua “soberania e integridade territorial dentro das fronteiras internacionalmente reconhecidas”.

As relações entre Washington e Moscovo estão no seu ponto mais baixo, em grande parte devido à acusação de que a Rússia teria interferido na eleição presidencial americana de 2016, numa tentativa de inclinar a balança a favor de Donald Trump, mas também pelo papel exercido pela Rússia na Ucrânia e na Geórgia.

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