As exportações de rochas ornamentais têm crescido, sendo um dos sectores que mais cresce nas exportações angolanas. Nos primeiros quatro meses do ano foram vendidos ao exterior 18,2 mil metros cúbicos de granito, mármore, xisto-quartzito e calcário

A exportação de rochas ornamentais rendeu a Angola, nos primeiros quatro meses do ano mais de USD 4,35 milhões, o que corresponde à expedição para o exterior de cerca de 18,2 mil metros cúbicos, de acordo com os dados publicados no boletim informativo do Ministério de Geologia e Minas.

O valor exportado corresponde a 56% da meta fixada no Plano Nacional de Desenvolvimento para 2017. No que respeita à quantidade de rochas ornamentais vendidas ao exterior, até ao final de Abril já havia sido alcançada 47% da meta traçada para o ano (38,75 mil metros cúbicos. Este ano e até ao final de Abril a exportação de rochas ornamentais atingiu o seu valor mais elevado, tendo sido exportados nesse mês mais de 5,9 mil metros cúbicos e arrecadada uma receita de USD 1,66 milhões.

As rochas ornamentais englobam granitos, mármores, xisto-quartzitos e calcários e os principais clientes da produção angolana são a China, que absorve mais de metade das exportações, Itálias, Polónia, Índia, Taiwan, Espanha e Colombo.

No mercado interno foram comercializados, no período em referência, 577 metros cúbicos de rochas ornamentais, o que se traduziu num valor de perto de Kz 13,5 milhões. À semelhança do que se verificou com as vendas ao exterior também a comercialização de rochas ornamentais no mercado nacional atingiu em Março os seus valores mais elevados: 370 metros cúbicos que se traduziram numa receita de Kz 6,58 milhões.

Nos primeiros quatro meses de 2017 foram produzidos 17,5 mil metros cúbicos de rochas ornamentais no país, o correspondente a 27% do objectivo definido para o conjunto DRdo ano. De referir que, em Abril, o mês a que respeitam os últimos dados disponibilizados, a produção de rochas ornamentais foi ligeiramente superior a quatro mil metros cúbicos, tendo contado com a participação de nove empresas localizadas nas províncias da Huíla, Namibe e Cuanza Sul, que extraíram, em 14 das 26 pedreiras activas, um total de 761 blocos.

Comparativamente ao mês de Março de 2017, em que a produção global foi de 4.165 metros cúbicos, registou-se uma redução de 2,57%, motivada por dificuldades no fornecimento de combustíveis às pedreiras. A província da Huíla manteve a posição de líder da produção de rochas ornamentais, com uma contribuição de 59%, seguindo-sea do Cuanza Sul, com 38%, e Namibe, com 3%.

As exportações atingiram, em Abril, 4.263 metros cúbicos e permitiram arrecadar um valor global perto de USD 731,6 mil, traduzindo, no entanto, um recuo face a Março, quer em volume (menos 28,4%), quer em valor (56,1%). Já em relação ao período homólogo de 2016, em que a exportação em volume foi de 1,98 mil metros cúbicos, com um valor de USD 427,9 mil, registou-se um aumento de 115% em volume e 70,97% em valor.

Durante o mês de Abril foram arrecadados para os cofres do Estado, cerca de um milhão de kwanzas, o que representa uma ligeira descida face a Março (menos 2,57%). Em relação a idêntico período de 2016 registou-se um aumento de 37,93%. O sector emprega actualmente 809 trabalhadores, sendo 707 nacionais (87%) e 102 expatriados (13%).

A província da Huíla detém 60% dos empregos gerados, seguida da província do Namibe com 28%, Zaire com 11% e do Cuanza Sul com 1%.

Avanços nas exportações

O peso dos combustíveis na estrutura das exportações permanece esmagador: quase 98% do valor total embolsado com a venda de produtos angolanos no exterior. Seguem-se-lhes, na estrutura das exportações os ‘outros produtos’.

É de salientar, todavia, o crescimento nos dois últimos anos das exportações de produtos alimentares, madeira e cortiça e minerais e mineiros, embora ainda sem participação significativa na estrutura das exportações, A ‘madeira e cortiça’, de acordo com os últimos dados do comércio externo disponibilizados pelo INE e relativos ao terceiro trimestre de 2016, regista uma taxa de variação homóloga de 391%, sendo apenas superada pela classe ‘minerais e mineiros’, com uma variação face ao mesmo período de 2015 de 667%.

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