Autoridades norte-americanas cumpriram um mandado de buscas numa propriedade de Paul Manafort.

Agentes do FBI fizeram buscas à casa do ex-director de campanha de Donald Trump, Paul Manafort, e apreenderam vários documentos e outros materiais. As buscas ocorreram na madrugada de dia 26 de Julho numa das casas de Manafort em Alexandria, no estado de Virginia, e foram ordenadas pelo procurador especial Robert Mueller, que investiga a intromissão da Rússia nas eleições presidenciais de 2016. Segundo a Reuters, as buscas ocorreram sem aviso prévio e um dia depois de Manafort se ter reunido com o Comité dos Serviços de Inteligência do Senado.

O porta-voz de Manafort, Jason Maloni, realçou que o ex-director têm “cooperado com as forças de autoridade e com as investigações” e voltou a fazê-lo durante as buscas. Paul Manafort é um dos nomes frequentemente citados nas investigações a um possível conluio entre a campanha de Trump e entidades russas acusadas de tentar manipular as eleições presidenciais nos Estados Unidos.

Na reunião com o Comité dos Serviços de Inteligência do Senado, Manafort falou sobre a reunião que teve com a advogada russa Natalia Veselnitskaya em Junho do ano passado. Manafort foi uma das pessoas que esteve na reunião de Trump Jr. com a advogada russa Natalia Veselnitskaya, que alegadamente teria informações que podiam comprometer a candidata presidencial democrata Hillary Clinton. Manafort foi à reunião com o genro e com o filho de Trump.

Paul Manafort começou a trabalhar para Trump em Março do ano passado, enquanto o empresário era ainda candidato à presidência dos Estados Unidos, e demitiu-se em agosto. A demissão esteve envolvida em polémica, já que Manafort abandonou a campanha após surgirem relatos de que terá trabalhado secretamente para interesses russos no passado.Segundo a AP, “Manafort propôs num plano estratégico confidencial em Junho de 2005 que influenciaria a política, negócios e cobertura jornalística nos Estados Unidos, Europa e antigas repúblicas soviéticas para beneficiar o governo de Putin”, enquanto ao serviço do partido dirigente da Ucrânia e em colaboração com o ex-presidente ucraniano pró-russo Viktor Ianukovich.

“Acreditamos que este modelo pode beneficiar grandemente o governo de Putin, se utilizado nos níveis correctos com o envolvimento apropriado ao sucesso”, escreveu Manafort, segundo a agência AP, num memorando de 2005 para Oleg Deripaska, um magnata russo do alumínio próximo do presidente russo, Vladimir Putin. Manafort terá assinado um contrato anual de 10 milhões de dólares com Deripaska, com início em 2006, e a relação negocial entre os dois terá durado pelo menos até 2009, e dito depois que nunca trabalhou para interesses russos. A Casa Branca tentou este ano distanciar-se de Paul Manafort. O na altura porta-voz de Trump, Sean Spicer, disse em Março que Manafort “desempenhou um papel limitado durante um período de tempo muito limitado”.

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