Cinco dias marcaram a II edição da Feira Nacional das Indústrias Culturais na Filda (Feira Internacional de Luanda. O certame congregou 200 expositores oriundos das 18 províncias do país e terminou com algumas distinções.

Com uma extensão de 6.000 metros quadrados, subdividido em 2 pavilhões, a II edição da Feira das Indústrias culturais congregou oito salões, entre os quais o das artes gráficas; o de cinema, audiovisual e publicidade; imprensa; turismo; gastronomia e medicina tradicional; moda; fotografia e filatelia; artesanato; música, som e luz, culminando com a distinção das melhores representações. Nesta edição, a província do Uíge foi distinguida com o Melhor Salão, Luanda seguiu-se com a melhor participação de artesanato, Huambo com a melhor participação provincial e a Ponto Um Melhor gráfica.

Seguiu-se as Irmãs Paulinas, com a distinção de Melhor Livraria e a Carvalhadas Caipirinha, com o melhor galardão na categoria de gastronomia. Já o reconhecimento na área de moda coube a estilista Yana Van-Dúnem e à Televisão Pública de Angola o troféu de imprensa.

À margem das actividades da feira, foram realizados lançamentos de livros, discos, exibidos filmes, encontros sobre literatura angolana e animação cultural com músicos e dançarinos da cidade capital.

Livros e discos

O lançamento e sessão de autógrafos de livros nesta II edição FNIC, cingiu-se a algumas obras como “A Dimensão Africana da Cultura Angolana”, de Jorge Macedo, “A Quarta Idade” (Dario de Melo) e “Egos da Carne” (Jimy Rufino).

Seguiu-se “O Herdeiro” (António Pompílio), “Oxalá Cresçam Pitangas” (Antologia de poesia e poemas), “Benguela no Tempo e no Espaço” (Raul David), “É Preciso Prevenir” (Maria Celestina Fernandes), entre outros títulos, sob a chancela da União dos Escritores Nacionais (UEA), Irmãs Paulinas e Editora Myamba. No que diz respeito às artes cénicas, foram protagonistas os colectivos teatrais Enígma e Miragem Teatro, que também se juntaram a festa com a turma Zenu Kuelela e o grupo de dança folclórica Yaka.

Bolsa de negócios

Neste caso particular, a governante garante que a constituição de uma bolsa de negócios atractiva para os distintos agentes económicos no domínio cultural e a promoção do consumo cultural nacional, é um desafio que todos devem assumir, tendo em conta o desenvolvimento tecnológico e as condições de paz que o país vive.

O evento, que decorreu no âmbito da realização do Festival Nacional da Cultura (Fenacult2014), visou entre outros aspectos potenciar o intercâmbio cultural por via do comércio de bens culturais comerciais; promover o consumo cultural favorecendo a prática de preços acessíveis para os bens culturais, bem como constituir uma bolsa de negócios atractiva para os distintos agentes económicos no domínio cultural.

Primeira edição da FNIC

Feira Industrias CulturasEm 2010, altura em que foi realizada a I edição, o Ministério da Cultura, projectou o evento no mesmo formato, ensaiando os primeiros passos que levariam a realização anual, com a dimensão nacional pretendida.

Finalmente, nesta edição, envidaram- se esforços, possibilitando, em parceria com a FIL- Feira Internacional de Luanda e apoio dos Governos Provinciais, voltar à realização do certame, integrado no Programa Geral de actividades do II Festival Nacional de Cultura- FENACULT.

Para a ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, o lema proposto para a presente edição foi escolhido não só por celebrar e exaltar a nossa cultura em torno do FENACULT, mas por ter em atenção a necessidade do desenvolvimento do sector das indústrias culturais no país.

Reconhece ter havido poucas iniciativas no domínio empresarial, levando o Ministério da Cultura a programar várias sessões de encontros com os diferentes grupos, dos variados domínios da cultura , visando potenciar os investidores nacionais e estrangeiros na participação económica de bens culturais e o incremento da sua rentabilidade.

Rosa Cruz e Silva entende que a representação nacional neste certame das províncias do nosso país resulta do facto de o seu pelouro, em associação com a sociedade civil, e no âmbito da implementação da Política Cultural, darem visibilidade às potencialidades das actividades económicas das comunidades e não só, em torno dos bens culturais, contribuindo assim para a redução da pobreza e a promoção da geração de emprego para a juventude.

Nesta óptica, a integração dos diferentes domínios da cultura no espaço da feira concorreu claramente para o caminho perseguido, e, no entender da governante, o certame foi criteriosamente constituído por diversos espaços, de acordo com o sector de actividade, para tornar mais atractivo e dinâmico o intercâmbio cultural por via do comércio de bens culturais.

“Esta é uma forma de avaliar o estado da nossa cultura e momento de reflectir sobre o estado das indústrias culturais em Angola”, concluiu Rosa Cruz e Silva.

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