Depois de realizados os palcos de teatro, em Benguela, Vozes Femininas, em Cabinda, o concerto Vozes da Minha Alma, kuduro e a exposição “Vinilde 50 a 90-Quatro décadas de Música em Angola”; o festival segue Sábado e Domingo com projecções de vídeoarte e uma exposição de gravura, esta Sexta-feira, 12,no Instituto Camões- Centro Cultural Português (CCP).

A exposição sobre a época do vinil leva o público a uma viagem notálgica de 40 anos, divulgando parte da história da nossa música, através das capas de vinil, cujos conteúdos ajudam a entender o processo de produção discográfica, criação gráfica, história da nossa música e tendências da moda.

Além das imagens já referenciadas, a exposição oferece aos visitantes a possibilidade de conhecerem algumas canções memoráveis da Música Popular Angolana. Já a exposição de gravura, a exibir a partir desta Sexta-feira, inclui 30 obras com dimensões de 50×30 centímetros, criadas por conceituados artistas plásticos angolanos, usando técnicas de xilogravura, linogravura e calcografia.

A mostra, que estará patente ao público até 23 deste mês, conta com a participação de 10 artistas, entre os quais Jorge Gumbe, Francisco Van- Dúnem “ Van”, Kida, João Inglês e Filomena Coquenão. Completam a lista Daniadão, Álvaro Cardoso, Clara Monteiro, José Afonso, Paulo Vemba e – Paulo Vemba. Jinga Luanda 2014 agita capital Trata-se do I Festival Internacional de Mega Projecções, Vídeo Mapping e Música, com início Sábado, das 20 às 23 horas e 59 minutos, entre o Largo do Baleizão e a Igreja dos Remédios.O projecto enquadra-se nas actividades do Festival Nacional de Cultura (Fenacult 2014).

É uma intervenção urbana que acontece pela primeira vez no espaço público de Luanda. A histórica da Rua Rainha Ginga e os seus prédios são as atracções principais, servindo de mega-telas para a projecção de trabalhos artísticos de diferentes partes do mundo. O lançamento do projecto iniciou-se a 2 deste mês, com um workshop de vídeo-arte e projecções monumentais, dirigido aos artistas, profissionais e estudantes de cinema, televisão e audiovisual, no Centro de Imprensa Aníbal de Melo, por Miguel Petchkovsky, curador internacional dos Novos Media e director da Fundação Time Frame na Holanda; e Alexis Anastasiou, igualmente director da Visualfarm. O conceito VIMERSIVO a ele atribuído refere-se às novas linguagens audiovisuais como cartografias inovadoras videográficas de carácter imersivo (envolvente, abrangente) que se posicionam na reinvenção dos espaços urbanos de actividade transversal ao quotidiano.

A tradução dos resultados desta oficina VIMERSIVO é a projecção em quatro fachadas de prédios situados na Rua Rainha Ginga, entre o Baleizão e o prédio da Sonangol, durante duas noites, no horário já referenciado.

Nestas fachadas serão projectados igualmente os vídeos da oficina e uma colecção de vídeos de artistas internacionais da colectânea de Miguel Petchkovsky e da Visualfarm. Esta projecção/festival urbano de vídeo-arte é destinada à atenção do grande público Luandense, para o qual a rua será fechada ao trânsito automóvel durante o período das 20 às 24 horas.

Com esta iniciativa, enquadrada no FENACULT, o Ministério da Cultura pretende promover um núcleo activo na disciplina do video-arte em Angola, com periodicidade anual, em que um dos objectivos principais é inspirar as novas gerações de artistas, a investigação da cultura tradicional angolana, narrativa oral, que poderá ser transformada em video-arte para a preservação desta riqueza da oralidade para a contemporaneidade.

Estas transições, potencialmente, definem um posicionamento contemporâneo, agindo ao mesmo tempo com um arquivo audiovisual criativo digitalizado contribuindo para a preservação e divulgação da nossa cultura.

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