O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a economia angolana cresça 1,25% em 2017, após estagnar este ano.
Na conclusão da sua estadia no país para realizar a consulta relativa ao corrente ano ao abrigo do Artigo IV do Fundo, a qual se prolongou de 3 a 16 deste mês de Novembro, a missão do FMI chefiada por Ricardo Velloso reiterou que as autoridades “tomaram as medidas para mitigar o impacto do declínio dos preços do petróleo, incluindo uma melhoria significativa do saldo fiscal primário (sem juros) não petrolífero e a desvalorização do kwanza em relação ao dólar norte-americano’, mas recomenda ‘medidas adicionais de política para prosseguir o ajustamento à nova realidade dos mercados internacionais de petróleo’, acrescentando que ‘o atraso na concretização destas medidas irá aumentar os custos de ajustamento no futuro e preterir os seus benefícios’.
Para o FMI o défice fiscal não deverá ser superior a 2,25% do PIB (produto interno) em 2017, considerando que um défice da ‘magnitude projectada no projecto de orçamento para 2017 iria deixar a economia vulnerável a preços do petróleo inferiores ao projectado e aumentar a preocupação quanto à sustentabilidade da dívida pública’, que o Fundo estima irá atingir 70% do PIB no final deste ano e cujo curso aconselha seja invertido, assumindo uma trajectória descendente.
‘A inflação mensal está a começar a ceder’, reconhece o FMI, após assinalar que o ‘BNA apertou as condições de liquidez desde Junho último’. O Fundo espera que a inflação, depois de subir 45% este ano, deverá descer para 20% no próximo. O FMI reconhece ainda que o maior volume de venda de divisas aliviou a pressão cambial, mas esta continua a existir como o demonstra o diferencial ‘volátil’ existente entre o mercado oficial e o informal e as listas de espera para aquisição de divisas.
O Fundo salienta ‘os ‘esforços do BNA de reforçar a regulação e supervisão bancária’, que ‘são acolhidas com agrado’ e chama a atenção para a necessidade de o banco central centrar as suas acções ‘no reforço do diálogo com os reguladores nacionais de origem dos bancos correspondentes’. (leia o desenvolvimento desta notícia na edição de Quarta-feira de O País)

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