O cidadão Romão Brandão, um dos jornalistas deste jornal, viu sua pasta a ser furtada na recepção do Tribunal Provincial de Luanda – Palácio Dona Ana Joaquina – enquanto fazia a cobertura da segunda sessão do julgamento dos trezes réus que estão a ser acusados de terem assassinado quatro cidadãos chineses.

Constitui regra da casa que todos os visitantes do tribunal devam deixar as pastas e mochilas num cacifo controlado por um agente da polícia de ordem pública, na recepção, colocando dentro desta o Bilhete de Identidade. À saída, o visitante deve mostrar o documento para que o agente certifique que aquele é o proprietário da mochila.

Apesar da regra imposta, a pasta de cor preta simplesmente desapareceu. Nela tinha um gravador de som de marca Olympus, um auricular da Maxwell, o seu Bilhete de Identidade, uma pendrive da Transced de 8GB e uma agenda telefónica cor laranja. O agente garantiu-nos que não tinha abandonado o posto e pediu que esperássemos, até ao final do dia, se fosse restar alguma mochila, supondo que alguém a tivesse levado por engano.

A verdade é que nenhuma mochila ou pasta ficou de resto no cacifo e os pertences do jornalista foram dados como extraviados. O nosso repórter esteve, acompanhado com um dos agentes do referido tribunal, na 4ª divisão, Maianga, onde fez a participação de extravio de documentos.

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