Delegados das 18 províncias do país, entre vários convidados, dirigentes desportivos, treinadores, atletas, ex-atletas e jornalistas discutem o futuro do ‘desporto-rei’, na primeira Conferência Nacional do Futebol, no Palácio da Justiça, em Luanda

Decorre desde Quinta-feira, 25, a primeira Conferência Nacional de Futebol, no Palácio da Justiça, em Luanda. O encontro visa encontrar soluções para tirar o desporto-rei do ‘marasmo’ em que está mergulhado.

Edeltrudes Costa, ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, fez a abertura do evento, em representação do vice-presidente da República, Manuel Vicente.

O responsável disse que o futebol é um desporto de massas pelo que Angola tem a missão de inverter o quadro nos próximos anos.

Edeltrudes Costa felicitou a iniciativa do Ministério da Juventude e Desportos e Federação Angolana de Futebol (FAFA). O esforço das duas instituições demonstra quão preocupadas estão com o desporto rei. Deste modo, serão debatidas questões ligadas ao futebol, sendo que prelectores estrangeiros também vão transmitir a sua experiência.

“O futebol como desporto de massas torna, pois, imperativo este encontro, sobretudo que se encontrem rapidamente soluções para a sua revitalização e progresso, designadamente no que respeita ao escolar, comunitário e federado, isto tendo em conta a relação entre a escola e a prática desportiva para o surgimento de novos talentos”, apontou Edeltrudes Costa.

O governante acrescentou que os clubes têm uma grande responsabilidade neste processo, já que são a célula-base do nosso futebol, para que se concretize a intenção expressa pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, quando disse que “no contexto africano queremos afirmar-nos como um país do desporto”.

Na ocasião, João Ricardo, antigo jogador dos Palancas Negras, disse esperar que esta conferência alcance o êxito que não teve o primeiro encontro nacional. “A primeira não teve grande feedback em termos de estruturação e de organização, esperemos que essa segunda conferência possa vir a dar algum fruto”, comparou João Ricardo. O antigo jogador da Selecção Nacional realçou que este encontro não acabará com os vários problemas que enfermam o futebol doméstico.

Já o consultor do Ministério da Juventude e Desportos, Victorino Cunha, afirmou que os temas que estão ser abordados poderão contribuir para atingir, a médio ou longo prazo os objectivos traçados.

“O desporto escolar é fundamental para o aparecimento de jovens de talento que podem integrar as futuras selecções e também a comunicação social tem um papel importante na divulgação da modalidade no país e além-fronteiras”, realçou Victorino Cunha. Quanto ao futebol de formação, para o dirigente “os jovens praticantes deviam ser formados com qualidade e, neste momento, a maior dificuldades dos treinadores e dos professores de educação física, é que não respeitados os conteúdos de formação neste escalões, aqui é que estão as grandes dificuldades”.

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