O processo de identificação dos implicados e das respectivas áreas teve início na segunda-feira, 08, em todo o país. As províncias da Huíla e Huambo são as que estão mais adiantadas neste processo.

O director provincial da Agricultura e Desenvolvimento Rural e Ambiente na Huíla, Lutero Campo, confirmou neste Domingo, 08, que o processo de expropriação de terras não aproveitadas pelos seus actuais proprietários estava em vias de começar. “Nós só vamos seguir o que está estabelecido no artigo 69 da Lei de Terras e quem estiver à margem da lei será severamente penalizado”, disse aquele responsável a OPAÍS, tendo alertado igualmente que não haverá excepção para quem quer que seja.

A medida, segundo a fonte, é de âmbito nacional e tem por objectivo disciplinar a classe camponesa e empresarial com vista a melhorar o aproveitamento dos solos disponíveis. Na entrevista exclusiva concedida a este jornal, Lutero Campo garantiu que o Ministério da Agricultura será ‘implacável’ quanto ao cumprimento do estabelecido na Lei de Terras, inclusive, para detentores de cargos públicos e outras entidades civis e militares.

Disse também não compreender como é que existem requerentes com projectos não sólidos, sem estudo de viabilidade, a serem beneficiados com terras para um fim para o qual não estão habilitados. Governo do Huambo aplaude a iniciativa O vice-governador da província para esfera infra-estrutural, em declarações à emissora pública, considerou “inadmissível” ver grandes parcelas de terras ocupadas por muitos anos sem que se aproveite para os fins requeridos. “Estamos a ver os campos todos inundados de capim”, disse.

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