Finanças promete solução “imediata” para greve nos centros de hemodiálise

O Ministério das Finanças promete uma solução “imediata” à greve despoletada por funcionários dos centros de hemodiálise de Benguela e Lobito, mediante a atribuição de uma quota financeira ao Ministério da Saúde para assegurar os seus serviços

Por: Constantino Eduardo, em Benguela

Em nota de esclarecimento a que OPAÍS teve acesso, o Ministério das Finanças refere que tomou conhecimento, com preocupação, da paralisação dos serviços de hemodialise das unidades hospitalares das cidades do Lobito e Benguela. Deste modo, garante estar a trabalhar com o Ministério da Saúde para a solução “imediata da questão”, mediante a atribuição de uma quota financeira no sentido de o respectivo departamento ministerial atender os seus compromissos com as entidades prestadoras de serviço na província de Benguela.

Por outro lado, o Ministério das Finanças lamenta o impacto da referida paralisação juntos dos pacientes atendidos nares. quelas unidades e assegura que os trabalhadores em causa não são funcionários públicos, antes vinculados ao quadro de pessoal das empresas prestadoras do serviço. Entretanto, o Ministério das Finanças reitera o firme compromisso do Executivo de atender prioritariamente a despesa social, em especial as áreas como a saúde, “apesar das limitações de tesouraria no actual contexto macroeconómico”, concluiu a nota.

Recorde-se que 120 funcionários paralisaram, Segunda-feira, 13, as suas actividades laborais como forma de pressão à entidade patronal para que esta a pague os 6 meses de salário em atraso. O facto deixa os pacientes bastante apreensivos, apelando à sensibilidade quem de direito, no sentido de accionar os mecanismos que conduzam à inversão do quadro para que o pior não aconteça, porquanto os pacientes, principalmente os que padecem de insuficiência renal crónica, podem resistir apenas 48 a 72 horas.

Segundo apurou este jornal, na manhã de Terça-feira, 14, o director do Gabinete Provincial de Saúde, Manuel Cabinda, manteve um encontro com mais de 60 funcionários na perspectiva de encontrar um meio-termo para a resolução do problema, tendo-lhes proposto o regresso ao trabalho mediante o pagamento de apenas um mês, de modo a não comprometer a vida dos pacientes que precisam de assistência, mas sem sucesso, porque os funcionários, segundo uma fonte, determinaram que só retomariam as actividades caso lhes fossem pagos, pelo menos, “três a quatro meses, porque as coisas estão caras no mercado”, refere a fonte que se pediu anonimato.

Direcção garante pagamento

Segundo o director interino Alcides Tomás, está agendado para manhã um encontro entre o Conselho de Administração do Instituto Angolano dos Rins, entidade que tutela os centros de hemodiálise, e os 120 funcionários, para se produzir uma solução que permita ultrapassar o diferendo. Todavia, ressaltou o director interino a OPAÍS, por via telefónica, que já há disponibilidade financeira para pagar aos funcionários, pese embora não tenha avançado mais pormenotos dos pacientes atendidos na- res.