Pólos industriais podem passar para privados

O maior do país, o Pólo Industrial de Viana, vai adpoptar um modelo exemplar cuja gestão ficará a cargo de privados, reduzindo assim a intervenção do Estado

Com o novo estilo de gestão a ser implementado, espera- se pela participação do sector privado, como referiu, na última Segunda-feira, em Luanda, o secretário de Estado da Indústria, Ivan do Prado. O governante, que falava na abertura de um colóquio alusivo ao 19º aniversário do referido pólo, disse que o novo modelo será seguido por outros existentes no país, com os necessários ajustamentos à realidade das regiões onde estão implantados.“

O modelo em referência aguarda por aprovação superior, com um conjunto de instrumentos jurídicos e de regulamentos, e esperamos que rapidamente sejam aprovados e postos em execução”, considerou. Avançou igualmente que, à luz da nova política definida pelo Governo, os pólos passarão a ter gestão privada e conhecerão a menor intervenção possível do Estado em termos de investimentos.

Na ocasião, Ivan do Prado destacou que, em razão da escassez de recursos financeiros públicos e da nova filosofia económica, o programa do Governo e as orientações do Executivo recomendam o envolvimento da iniciativa privada em todos os níveis de investimentos em que tal se-ja possível, e que antes eram assumidos integralmente pelo Estado.

Ivan do Prado aludiu que no quadro de crise económica que o país vive, e de reconhecimento do sector da indústria transformadora como um factor crucial para ultrapassá-la, através da diversificação da economia, a construção de pólos de desenvolvimento industrial em todo país vai ganhando a visibilidade que deveria ter conhecido desde a criação do primeiro, em 1998.

Nesta persectiva, o presiden-te do Conselho de Administração do Pólo de Desenvolvimento Industrial de Viana, Luís Ribeiro, declarou que “os pólos similares do país possuem infra-estruturas públicas que são financiadas e geridas pelo Estado”.

O Pólo de Desenvolvimento Industrial de Viana foi criado pelo Decreto Executivo conjunto nº 41/98, dos ministérios das Finanças e da Indústria. Conta actualmente com cerca de 600 empresas instaladas, 330 das quais funcionam com cerca de seis mil e 500 trabalhadores.