Presidente quer acabar a importação de produtos refinados

O Presidente da República, João Lourenço, conferiu posse, ontem, no Palácio Presidencial, ao novo Conselho de Administração da Sonangol e ao secretário de Estado para os Petróleos, Paulino Fernando de Carvalho Jerónimo, menos de 24 horas após terem sido nomeados

Por: Rila Berta

O Chefe de Estado angolano quer acabar com a importação de derivados de petróleo, tendo para tal orientado o novo Conselho de Administração da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol), liderado por Carlos Saturnino, a trabalhar no sentido de começar a construção de uma nova refinaria no próximo ano. Na cerimónia de tomada de posse do secretário de Estado para os Petróleos e do novo Conselho de Administração da Sonangol, João Lourenço considerou que o país tem potencialidades para a produção do petróleo e do gás, por isso, orientou à equipa ora nomeada, a trabalhar no sentido de tão logo quanto possível implantar no país uma ou mais refinarias.

“Não faz sentido que um país produtor de petróleo, com os níveis de produção que tem, e que teve nopassado, continue a viver quase que exclusivamente da importação de produtos refinados”, declarou. O Chefe de Estado considerou a possibilidade, de no próximo ano, começar a construção de uma nova refinaria para Angola. Salientou que está nas mãos dos novos gestores a responsabilidade de encontrar uma solução para que o país tenha mais uma refinaria, além da refinaria de Luanda, que está operacional, não importando que o investimento seja público ou privado. “As duas possibilidades devem ficar em aberto.

O que pretendemos é ter refinarias para que a actual fase que vivemos, da importação de derivados de petróleo, seja atirada para o passado”, referiu. O titular do poder executivo destacou o facto de a Sonangol ser uma empresa importante para a economia do país. “Afinal de contas, ela continua a ser, para a nossa economia, a galinha dos ovos de ouro. Eis a razão por que fazemos este apelo, para que cuidem bem dela, pelas grandes responsabilidades que deve continuar a desempenhar na nossa economia”, enunciou.

 

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