Livros de Manuel dos Santos Lima em debate na “União”

A União dos Escritores Angolanos (UEA) leva hoje a debate, na habitual Maka à 4ª Feira, os temas “Perfi l e ficção romancesca: um estudo de caso do romance” “Os Anões e os Mendigos” e “Abordagem histórica, psico e sócio-crítico em “As Lágrimas e o Vento” do escritor Manuel dos Santos Lima

Por: Augusto Nunes

O debate, dividido em duas sessões, terá início às 18 horas, com a dissertação em torno do tema “Perfil e ficção romancesca: um estudo de caso do romance” “Os Anões e os Mendigos”, tendo como prelector o jornalista e escritor Norberto Costa.

A segunda parte do debate estará concentrada na “Abordagem histórica, psico e sóciocrítico do livro “As Lágrimas e o Vento” do mesmo autor, por Waxyakulo Francisco, membro do Circulo de Estudos Literários e Linguísticos (Litteragris).

Na primeira obra proposta para a abordagem, o autor defende que, apesar da possibilidade de aproximar espaços, personagens e acções de figuras e factos da história recente de Angola, o livro tem uma dimensão alegórica. No segundo tema, Waxyakulo Francisco concentrar-se-á também na narração da guerra colonial, vista por quem tendo sido mobilizado pelo exército português quando frequentava a universidade de Lisboa, acabou por ser comandante das EPLA.

 

 O autor

Manuel dos Santos Lima nasceu a 28 de Janeiro de 1935, na província do Bié. Aos doze anos, foi para Lisboa estudar no liceu Camões e, posteriormente, estudar na Faculdade de Direito (1953). Foi colega de Francisco Sá Carneiro, Jorge Sampaio e Pinto Balsemão. Todavia, o desencanto conduziu-o a desistir de Direito.

Santos Lima foi o primeiro oficial negro do exército português, mas desertou para lutar pela Independência de Angola. Desertou em Damasco, seguindo depois para Beirute, onde havia um núcleo nacionalista angolano, dirigido por Marcelino dos Santos. Coube-lhe a formação do Exército Popular de Libertação de Angola(EPLA).

Leccionou no Canadá até 1982. Ensinou Literatura portuguesa, francesa e espanhola. fazer ainda em Rennes, em 1991.