Ministro da Construção quer mais combustível para cimenteiras

A fraca capacidade de fornecimento de Fuel Oil reduziu os níveis de produção do Cimento na CIF, um quadro que pode ser alterado caso as refinarias aumentem o volume de fornecimento de Fuel Oil às fábricas para que retomem os seus antigos índices de produção, apelou o ministro da Construção e Obras Públicas, Manuel Tavares de Almeida, quando da visita à cimenteira CIF

Por: Patrícia de Oliveira

No ciclo de visitas que afectua às cimenteiras em Luanda, o ministro da Construção e Obras Públicas visitou ontem, Sexta-feira, 24, a fábrica de cimento CIF, situada na comuna de Bom Jesus, município de Icolo e Bengo. A visita de Manuel Tavares ococrre após a paralisação da unidade de produção provocada pela escassez de Fuel Oil. Este mês, a fábrica de cimento CIF retomou a sua produção, porém, apenas com o concurso de um forno apenas, dado o fraco fornecimento de combustível de que dispõe. Conta actualmente conta com uma produção na ordem das 600 toneladas.

Nesta época, a unidade recebe apenas três camiões de combustível, quando necessita de seis. “Viemos constatar o funcionamento das fábricas depois da paralisação, por falta de combustível Fuel Oil, a partir da refinaria de Luanda, e pela actual fraca capacidade de abastecimento, verificamos que a unidade produz clinquer com um forno cuja produção é de 5 mil toneladas/dia”, disse, acrescentando que há necessidade da refinaria aumentar o abastecimento às fábricas, sublinhando que A CIF reduziu de forma considerável a sua produção. Referiu que com o funcionamento dos dois fornos, a fábrica retomará a sua produção normal, com uma produção de 3600 toneladas.

De acordo com o ministro, o facto de se registar já uma produção considerável de clinquer, é um indicador positivo. Segundo o governante, as deslocações às fábricas de cimento visam constatar o funcionamento das mesmas, numa altura em que as cimenteiras ainda não retomaram a produção em pleno, porque a refinaria não consegue aumentar a sua capacidade de fornecimento de combustível. Segundo consta, a dificulda de está prende-se com problemas de bombagem. Por essa razão, está a ser feito um trabalho que vai permitir o aumento da capacidade bombagem, no sentido de satisfazer as necessidades das fábricas.

Questionado sobre os elevados custos com a energia, considera que é uma situação que grande parte dos industriais enfrentam, e não ser um problema exclusivo à fábrica CIF. “As fábricas precisam de funcionar com energia e água da rede. É deste modo que teremos preços mais equilibrados no mercado, quer no cimento, quer nos outros materiais de construção”, reconheceu o governante.

Depois da paralisação provocada pela escassez de Fuel Oil, as unidades industriais já retomaram a produção. A CIF é a maior fábrica de cimento do país, com uma produção de 3.6 00.000 toneladas, ficou paralisada há mais de seis meses por falta de combustível para alimentar as máquinas.

Queda do preço de matérias de construção em análise

A preocupação não reside apenas na redução do preço do cimento, porém de todos os materiais de construção. Sobre o assunto, o ministro da Construção e Obras Públicas Manuel Tavares avançou que para os próximos dias, está agendada uma visita às fábricas que produzem material de construção, referindo que a delegação será integrada por altos responsáveis dos Ministérios da Indústria e da Construção e Urbanismo. O objectivo é constatar o funcionamento e analisar os reais constrangimentos que levam à subida nos preços dos materiais. Referira-se que o país produz diversos tipos de materiais de construção, nomeadamente, tijolos, abobadilha, tijoleiras, lajes, telhas, quadros eléctricos, chapas de zinco, tintas, e outros que facilitam o processo de Reconstrução Nacional.