Seca mata perto de 2 mil cabeças de gado em Benguela

Cerca de 1700 cabeças de gado morreram no município do Caimbambo, província de Benguela, em consequência da falta de chuva. Há 45 dias que a região não regista quedas pluviais, situação que preocupa os criadores de gado, informou a Rádio Nacional de Angola (RNA), esta Quarta-feira.

POR: Constantino Eduardo, em Benguela

De acordo com RNA, face ao cenário vigente na região, nos últimos dias os criadores estão a ser obrigados a comercializar a cabeça de gado, “debilitada”, por 5 a 7 mil kz aos vendedores de carne, precisamente no troço Caimbambo/ Benguela, facto que, entretanto, atenta contra a saúde pública, pois não se sabe ao certo se o gado, sob impacto desta crise de água, contraiu ou não doenças, segundo um veterinário contacto por este jornal.

O especialista, que optou pelo anonimato, desaconselha o consumo dessa carne e alerta as autoridades competentes a tomarem medidas político-administrativas exequíveis, para não comprometer uma das maiores populações animais de que a província dispõe. “Dado que se aproxima a quadra festiva, os órgãos do Estado devem impedir que as pessoas consumam essa carne até à sua valiação veterinária”, aconselha.

Os animais saem do curral à vontade, explicam os criadores, mas ao longo do pasto caem, acabam por “dormir, e depois, aí, não acordam mais. O boi estão a comprar a 2, 5 e 7 mil kz”, revelou um dos criadores. Um outro criador apela à intervenção do Governo, evitando assim que se percam mais cabeças de
gado. “Estamos a lutar para ver se o Governo também nos ajuda, pois está mal. Morreram neste momento 15 vitelos”, acentuou.

Já o soba da sede municipal, Avelino Canivete, confirmou a morte, até aqui, de cerca de duas mil cabeças de gado bovino naquela circunscrição territorial igualmente produtora de laranja. De acordo com a autoridade tradicional, as mortes tiveram lugar, além da sede municipal, nas comunas da Kanhamelã, Wiyangombe e Kalondu, e “são muitas mortes.

Nós, ontem (Terça-feira), conferimos uma média de 1732. Todos estamos preocupados com isso”, confessou. O PAÍS não conseguiu obter uma posionamento oficial do Gabinete Provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, porém, apurou que a o mesmo já está ao corrente do grito de socorro dos criadores de gado no Caimbambo.