Catorze viaturas reforçam combate à malária na Huíla

Um total de 14 viaturas de marca Renault foram entregues ontem, na cidade do Lubango, pela Direcção Provincial da Saúde, com vista a reforçar o programa de combate ao vector da Malária, Febre-amarela e da Dengue.

POR: João Katombela, na Huíla

As 14 viaturas, totalmente equipadas com aparelhos de fumigação , foram adquiridas pelo Ministério da Saúde e distribuídas aos 14 municípios que compõem a província da Huíla, no âmbito do Programa de Municipalização dos Serviços de Saúde.

Na ocasião, a vice-governadora para a área Social, Política e Económica, Maria João Tchipalavela, em representação do governador provincial da Huíla, João Marcelino Tyipinge, disse que o objectivo da entrega dos meios técnicos é efectivar a acção preventiva de doenças levada a cabo pelo Governo angolano.

“O objectivo fundamental é o combate ao paludismo e à outras doenças similares. É um investimento que devemos preservar e conservar, mais há uma grande preocupação do Governo em garantir uma qualidade digna de vida dos nossos cidadãos e a saúde é uma das condições fundamentais” disse.

Munícipes do Kuvango usam redes mosquiteiras para a pesca
O programa de combate à Malária e outras doenças foi iniciado em todo o país já no princípio do ano, na província da Huíla, este programa permitiu a distribuição de um milhão de mosquiteiros. Ainda assim, até ao momento, as autoridades sanitárias da província não apresentaram os resultados desta medida preventiva, que consumiu somas avultadas de dinheiro.

No município do Kuvango, no Leste da província da Huíla, os habitantes que foram agraciados pela distribuição de redes mosquiteiras estão a usá-las para a captura de peixe no rio Kubango. A denúncia foi feita pelo seu director municipal da Saúde, durante a recepção das viaturas de fumigação e pulverização extra-domiciliar, decorrida na cidade do Lubango.

Cláudio Maria explicou que por falta de informação sobre o uso e benefícios das redes mosquiteiras os munícipes usam mesmas nas actividades de pesca fluvial. “Fizemos a distribuição, realmente, das redes mosquiteiras. Como se sabe, Kuvango é uma área pesqueira, temos um grande problema que é o uso das redes mosquiteiras para a pesca”, revelou.

Para se inverter a realidade, o responsável da saúde no município do Kuvango avançou que já está em curso um trabalho de sensibilização dos habitantes numa parceria com as autoridades tradicionais. “Estamos a trabalhar na sensibilização com as entidades tradicionais, para que efectivamente usem os mosquiteiros para os fins que foram indicados, porque só passando essa educação para a saúde conseguiremos realmente reduzir os casos de Malária e Febre-amarela”, explicou.

No município do Kuvango foram distribuídos, no principio deste ano, um total de 3000 redes mosquiteiras. Cládio Maria, disse também ser necessário trabalhar no empoderamento das comunidades com a promoção da saúde, para que se possa unir as valências aos equipamentos recebidos.