O SPCB registou mais de mil mortes de Janeiro a Outubro

Mil 156 pessoas perderam a vida entre Janeiro e Outubro e 911 ficaram feridas, segundo os dados estatísticos dos Serviço de Protecção Civil e Bombeiros (SPCB).

POR: Stela Cambamba

O comandante do SPCB, Benção Cavila Nyoka Abílio, reconheceu que o quadro actual da situação operativa do país continua a ser preocupante, a julgar pelos dados estatísticos referentes ao periodo de Janeiro a Outubro do ano em curso, em que se registou um total de quatro mil e 803 ocorrências, tendo causado prejuízos matérias calculados em 296 milhões e 874 mil e 34 kwanzas, que resultou em danos humanos em mil 156 mortes e 911 feridos.

Benção Cavila Nyoka Abílio, que falava à margem do acto central em alusão ao Dia Nacional do Bombeiro, que se assinalou ontem, disse que os incidentes afectaram os sectores do comércio e industria, da energia e águas, do transporte e ambiente, propriedades privadas e estatais, residências, sendo a zona urbana a mais afectada.

As províncias com maior índice de incidentes foram Luanda, Benguela, Malanje, Huíla, Cuanza- Norte e Cabinda. As causas mais frequentes foram a negligência, curto-circuito, fogo aberto, fuga de gás e auto-inflamação. Segundo o comandante, apesar de todo esforço, nem sempre têm sido bem-sucedidos nas suas actividades, pelo que reiterou o compromisso de salvaguardar a vida das pessoas e dos bens, cumprindo assim com as responsabilidades básicas do Estado que se consubstanciam na segurança, justiça e bem social do povo.

Apelou às populações no sentido de acatarem e seguirem os conselhos e apelos da corporação, sobre os cuidados a terem no uso e manuseamento de geradores, produtos inflamáveis e substâncias incandescentes. Invocou sobretudo as comunidades, pelo facto das crianças serem as mais lesadas nos casos de incêndios, o que urge a necessidade de redobrar esforços de supervisão parental, de modos a mudar o quadro.

Na ocasião, o secretário de Estado do Interior para o Asseguramento Técnico, Hermenegildo José Félix, apelou também a todos os efectivos para se absterem de práticas que não se coadunem com os princípios e normas que regem o comportamento de um Bombeiro. Tendo encorajado a nova chefia do órgão para a manutenção do rigor e disciplina, punindo sem protecionismos encobertos em amiguismos e compadrios com os prevaricadores, evitando-se assim que se fragilize a autoridade.

A avaliar pela amplitude e abrangência da corporação que tem como Slogan “dar a vida para salvar vidas”, sublinhou que a motivação das forças depende em grande medida da existência de condições de trabalho, consubstanciadas em melhores remunerações, formação e capacitação permanentes e de equipamentos capazes e eficientes. Hermenegildo José Félix, afirmou que todas a necessidades sublinhadas constam na agenda de prioridades do Ministério do Interior, o qual deseja ver melhorada a imagem e a vida dos seus quadros, com o propósito de lhes garantir estabilidade familiar e a paz social.