CEA quer maior participação do Executivo no processo de alavancagem da economia

A Confederação Empresarial de Angola (CEA) pretende trabalhar junto do Executivo para apresentar propostas que contribuam para o processo de dinamização económica em curso no país, uma disposição apresentada na última conferência da organização realizada em Luanda.

POR: Patrícia de Oliveira

Os membros da Confederação Empresarial de Angola (CEA) estiveram reunidos Quinta-feira última, 30, no complexo Word Trade Center, para aflorar e debater algumas questões referentes à economia nacional. Segundo o PCA da CEA, Francisco Viana, os participantes concluíram a necessidade de uma maior interacção com o Executivo, concretamente na apresentação de propostas que contribuam, de forma directa, para o alavancar da economia.

“O encontro visa unir forças para que as 50 associações representadas na CEA criem condições para em conjunto trabalharmos com o Governo. Pretendemos a aproveitar o momento de mudanças para apresentarmos as propostas do empresariado nacional”, ressaltou o empresário e líder associativo.

Realçou que a associação defende a criação do Conselho de Concertação Económica e Empresarial, já que o Presidente da República, João Lourenço, iniciou o diálogo, porém é importante um diálogo mais institucionalizado, através de encontros programados (com agenda de trabalho periódica e respectivos
relatórios ), delegações específicas integradas por membros do Governo, empresários e demais agentes do sector privado.

“Estivemos a trabalhar com professores da Universidade Agostinho Neto (UAN). Temos envolvido professores de diversas especialidades para prestar um contributo ao Estado, que precisa de conhecer e aproveitar as experiências da sociedade civil”, revelou. No encontro foram apresentados e analisados vários temas, designadamente, o plano estratégico 2018/ 2020, o Plano de Actividades e Orçamento para 2018, o Plano Real para 2018 e o Estado Real da Economia em 2017, entre outras matérias.

Exportações concertadas
Ao longo da sua intervenção, Francisco Viana sugeriu que “quando o Estado pretender promover as exportações é importante  que se reúna com os empresários (produtores) para saber das suas valências, porque sem concertação, o progresso será difícil em Angola”, considerou.

Segundo ele ainda, é importante que os produtores de batata, milho, trigo e outros produtos sejam periodicamente consultados, para apurar as quantidades que poderão colocar no mercado. Assim poderá definir-se uma quota de importação tendo como referência a produção local.

A crise dos cambias, cujo final não se vislumbra para breve, é outra inquietação do empresário. Para si, é necessário definir prioridades realistas, para que os produtores mais necessitados tenham acesso às divisas.

Huíla acolhe o próximo encontro da CEA
No próximo dia 19, realiza-se a reunião da Confederação Empresarial de Angola (CEA), na cidade do Lubango, província da Huíla, em que serão aprovados os documentos que definirão a estratégia geral. A Confederação dos Empresários
de Angola congrega 51 associações registadas, com representações nas províncias do Uíge, Huíla e Cuanza Norte.Estão também integradas na CEA, as representações sectoriais ligadas aos automóveis, a avicultora e a aquicultura, criadores de gado, empresas de marketing e de outros sectores de actividade.