Parlamentares da UNITA na campanha de combate ao SIDA

No mês em que se comemora o Dia Internacional de Combate ao SIDA, deputados da UNITA “abraçam” e simultaneamente apelam ao Estado angolano, mais investimento no apuramento de dados mais fiáveis e o incremento das campanhas de educação cívica, sensibilização e prevenção nas comunidades, com mais incidência nos jovens

Por: Neusa Filipe

Uma delegação de parlamentares da UNITA, encabeçada pelo deputado Maurílio Luyele e acompanhada por vários jovens saiu, ontem, às ruas de Luanda, com o intuito de sensibilizar os cidadãos sobre a pandemia do VIH/SIDA e tributar a solidariedade daquele partido político na luta contra “a doença do século”.

O deputado Rúben Sicato falou a OPAÍS, informando que os parlamentares da UNITA efectuaram ainda visitas de auscultação no Instituto de Luta Contra o SIDA, ao Hospital Esperança, culminando ontem, no município de Viana com a campanha de informação e de sensibilização aos cidadãos, de modo a conhecerem o seu estado serológico.

O parlamentar salientou que as referidas actividades, para além de estarem no âmbito das comemorações do Dia Internacional de Combate ao SIDA, assinalado a 1 de Dezembro, demonstram ainda que o grupo parlamentar da UNITA pretende fiscalizar a acção governativa em vários domínios, entre os quais o da saúde.

“Nós, enquanto fiscalizadores da acção governativa, só vamos fazer melhor o nosso trabalho quando tivermos maior informação, portanto, é importante que as autoridades competentes nos informem sobre o que está a acontecer no combate à essa doença”, declarou Rúben Sicato, apelando para que o próximo Orçamento Geral do Estado (OGE) dê maior atenção à verba para o sector da saúde.

O grupo parlamentar da UNITA afirmou, em comunicado, que apoia os esforços de todos os que pelo mundo buscam soluções para esta pandemia e solidariza-se com as vítimas e os profissionais da saúde, em particular os que diariamente tudo fazem para assistir pacientes com VIH.

Os parlamentares consideram urgente que o Estado angolano, através das instituições competentes e da sociedade civil, invista mais no apuramento de dados mais fiáveis, defendendo o incremento das campanhas de educação cívica, de sensibilização e prevenção junto às comunidades, com maior realce para os jovens. Considera que o Estado deve assumir a responsabilidade de pagar as consultas e os medicamentos das famílias mais carenciadas, tanto nos centros urbanos como nas áreas rurais. Maria